97,7% dos pelotenses cumprem distanciamento social em algum grau
Pesquisa realizada pelo IPO revela também que 79,7% dos munícipes têm medo de serem infectados pelo novo coronavírus
A prefeita Paula Mascarenhas divulgou em transmissão de vídeo ao vivo, pelas redes sociais, na quinta-feira (18), uma pesquisa encomendada pela Prefeitura para o Instituto de Pesquisa de Opinião (IPO) sobre a avaliação do comportamento da população diante da Covid-19 em Pelotas. Prestes a completar três meses do primeiro caso confirmado no município, o IPO realizou o levantamento dos dados por telefone com 400 pelotenses, cujo resultado apontou que 97,7% dos cidadãos cumprem, em algum grau, o distanciamento e o isolamento social.
Prefeita Paula apresentou resultados da pesquisa feita pelo IPO durante live nas redes sociais – Foto: Gustavo Vara
Destes, 51,7% vão às ruas só quando é inevitável; 39,3% tomam cuidado, mas saem de casa para trabalhar ou fazer outras atividades; 6,7% estão totalmente isolados, sem deslocar-se da residência de jeito nenhum; e 2,3% estão vivendo normalmente, sem mudar nada na sua rotina, no período entre 27 e 29 de maio.
“São dados importantes, tanto para ajudar a Secretaria de Saúde, a SMS, e a nossa Comunicação a planejar novas ações, como para orientar a população”, afirmou Paula durante a videoconferência com a comunidade de Pelotas.
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Medo de contaminação
A pesquisa contratada também apresentou informações quanto ao medo da contaminação pelo novo coronavírus: 79,7% dos que responderem ao questionário têm receio de serem infectados. Desse percentual, 36,7% disseram sentir muito temor e, 43%, pouco. Entre as pessoas ouvidas, 20,3% afirmaram não possuir medo.
Até a manhã desta sexta-feira (19), Pelotas tem 172 casos confirmados de contágio. Do contingente, 122 são considerados recuperados, 46 estão em isolamento domiciliar e quatro foram internados. O município é o único com mais de 200 mil habitantes, no Brasil, sem mortes pela Covid-19 em todo o País.
Aprovação das ações da Prefeitura
Dos entrevistados dos bairros Fragata, Três Vendas, Centro, Areal, Laranjal, São Gonçalo e Zona Rural, 75,3% aprovam a condução da Prefeitura no enfrentamento do novo coronavírus, além de 73,3% acreditarem que o governo municipal está certo em reabrir o comércio com restrição, cuidados de higiene e uso de máscaras.
Outro dado apresentado é que 58,3% creem que o Poder Executivo municipal deva tomar as decisões com base na ciência e nas indicações do governo do Estado, enquanto 36,3% pensam que tenha de deliberar fundamentado na necessidade econômica do município.
Ainda segundo a pesquisa do IPO, 62,3% acham que a gestão está fazendo tudo para combater.
Para aonde ir, se tiver sintomas?
O instituto de pesquisa ainda questionou o público-alvo a respeito do local que deve ser procurado, em caso de sintomas gripais – 87% informaram saber aonde ir em cada situação. A maioria, 39,8%, buscaria a UPA Areal, referência em atendimento para pacientes adultos com sintomas gripais graves. Outra constatação: 28% iriam a uma unidade de saúde, que precisa ser opção, preferencialmente, no turno da manhã a pacientes com síndromes gripais, a fim de evitar infecção cruzada.
Levantamento do Instituto ainda aponta que 90,3% avaliam positivamente a instalação do Centro Covid – Ascom/Arquivo
Além destes, 14,2% comunicaram que se deslocariam ao Centro de Atendimento a Síndromes Gripais, o Centro Covid, referência a pessoas com até 12 anos incompletos. O estudo do IPO ainda revela que 90,3% dos entrevistados avaliam positivamente a instalação do Centro.
“É importante que as pessoas tenham consciência de que serviço procurar, para evitarmos que se desloquem desnecessariamente a locais aonde não devem ir, como o Pronto Socorro”, avaliou a prefeita.
Mães com filhos pequenos
Paula ainda destacou que outra preocupação refere-se às mães trabalhadoras, que dependem de creches e escolas de Educação Infantil. “Eu fiz também questão de olhar essa questão; sempre tivemos essa preocupação, tanto que, na flexibilização do comércio, exigimos que as lojas reabrissem com 40% do efetivo e sugerimos que as mães de crianças ficassem em casa, nos 60% que não iam trabalhar”, detalhou a chefe do Executivo local.
De acordo com a pesquisa, ao serem perguntadas se “em casa tem alguma mãe que trabalha fora, tem filho pequeno e que estava na creche antes da pandemia”, 11,3% responderam que trabalham e possuem filho nesse tipo de unidade de ensino. Deste índice, 67,6% dependem de creche pública e 32,4% de particular. Em ambas situações, a maioria das mães não voltou ao emprego, e as que retornaram deixaram as crianças aos cuidados de algum parente de confiança.
Confira as fotos da reportagem no Flickr da Prefeitura.
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