A união que vem da navegação
A alegria e a ansiedade eram visíveis nos olhos dos sete alunos do 8º ano e 8ª série da Escola de Ensino Fundamental (Emef) Carlos Laquintinie. Na quinta-feira (05/05/16), eles fizeram a travessia da hidrovia Pelotas/Rio Grande em uma viagem de cerca de quatro horas. Eles foram acompanhados por um grupo de alunos do Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMar), de Rio Grande, que veio a Pelotas de ônibus para realizar a travessia. A hidrovia que tem por objetivo unir Pelotas e Rio Grande através do comércio, da cultura e do turismo, agora também é utilizada como meio de estudos para jovens estudantes do ensino fundamental e profissionalizante. “Já conhecíamos o projeto e agora temos um sabor especial de poder participar desta união que gera a hidrovia, uma união hoje representada por esta relação humana entre os estudantes de Pelotas e Rio Grande”, disse a vice-prefeita Paula Mascarenhas. O coordenador do CCMar, Lauro Barcellos, salientou a importância da hidrovia para o desenvolvimento da região e do conhecimento da travessia, por parte dos alunos, para que queiram se engajar em projetos futuros que busquem desenvolver a região sul. “Nosso objetivo com essa viagem é permitir que os jovens conheçam esse trajeto tão lindo, que chamamos de hidrovia, que nos une por comércio, cultura e pelo desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul, mas especialmente da nossa região”. Turismo Os jovens que viveram esta experiência receberam material de divulgação do turismo em Pelotas e foram convidados a conhecer as belezas que a cidade proporciona. “Esta é uma experiência nova para os nossos alunos, eles se empolgaram muito com a participação no projeto e principalmente com a oportunidade do passeio”, contou a diretora da Laquintinie, Andréa Santos. Para as colegas de sala de aula, amigas inseparáveis, Débora Helena da Silva e Mariana Edon Badia, o passeio superou as expectativas. “Tudo foi muito legal, mas a viagem de barco foi demais. Vimos muita coisa bonita e foi muito legal o momento que enxergamos as três cidades (São José do Norte, Rio Grande e Pelotas)”, afirmou Mariana. Gastronomia O chef pelotense Jeff Almeida ficou encarregado do almoço da tripulação. Um prato bastante típico da região foi servido, mostrando também a importância de valorizar a gastronomia local. Feijoada, arroz, couve, farofa e laranja, foram ofertados pelo projeto aos viajantes a bordo do “Flor do Mar Barco/Escola”. O projeto Este é um projeto contínuo em que estudantes de outras escolas terão a oportunidade de participar. A Laquintinie foi convidada para ser a primeira devido à proximidade com o Porto de Pelotas. O barco tem 20 metros e conta com todos os itens de segurança, tendo capacidade para 41 pessoas. Este número é dividido entre estudantes de Rio Grande e Pelotas, além da tripulação. A vinda dos alunos de Rio Grande se deu por terra, através de um ônibus, assim como o retorno dos pelotenses da Laquintinie. A viagem foi custeada pelo CCMar, inclusive a alimentação. O CCMar O CCMar é uma escola profissionalizante de nível básico, que oferece cursos em várias áreas, como manicure, auxiliar administrativo, culinária, panificação, construção de embarcações e educação náutica, voltada a estudantes em situação de vulnerabilidade social, com idades entre 14 e 17 anos, matriculados em qualquer ano da escola convencional. O Centro conta com o apoio do BNDES, Senac, Ministério Público do Trabalho, Marinha do Brasil, Polícia Federal, Polícia Civil, e das empresas Sagres Agenciamentos Marítimos e Celulose Riograndense.