Aberta concorrência para construção da UPA de Pelotas

Por Divulgação 04-12-2009 | 00:00:00
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Foi publicado no Diário Oficial do Estado de ontem (3), o edital de concorrência para a execução de seis unidades de Pronto-Atendimento (UPA), entre elas a de Pelotas, que com 1.485,5 metros quadrados será de porte 3, ou seja, terá entre 301 e 450 atendimentos diários, uma equipe de plantão constituída por, pelo menos, seis médicos (entre pediatras e clínicos gerais) e a disponibilidade de 13 a 20 leitos.

O recurso do projeto para a construção do prédio e aquisição dos equipamentos é de R$ 2,65 milhões, oriundo do Governo Federal e já liberado pelo Ministério da Saúde. A nova unidade deverá ser instalada junto à Santa Casa, na rua Santos Dumont esquina General Neto. As UPAs têm como objetivo reduzir as filas nos hospitais por meio de um atendimento qualificado.

De acordo com o secretário da Saúde de Pelotas, Francisco Isaías, a Prefeitura está fazendo todo o esforço para que a unidade esteja em funcionamento ainda no primeiro semestre de 2010, já que a abertura dos envelopes com as propostas será dia 4 de janeiro e a construção deve ser feita num prazo de 60 a 120 dias. Isaías afirma que a UPA faz parte do projeto de evolução do sistema de urgência e emergência da Prefeitura – a primeira etapa foi a contratualização do Hospital de Pronto Socorro com a Universidade Católica de Pelotas (UCPel). A segunda etapa se concretizará com a contratualização da gestão da UPA com a Santa Casa – tema que já está na pauta do Conselho Municipal da Saúde.

A nova política da Coordenação Nacional de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde prevê a construção de 250 UPAs em todo o país, com um investimento de R$ 420 milhões. No Rio Grande do Sul, devem ser construídas 16 unidades em 13 municípios, com recursos na ordem de R$ 34 milhões, além de R$ 37,2 milhões anuais para custeio. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, diz que a implantação das UPAs no estado será realizada por meio de uma tecnologia que possibilita o funcionamento das unidades em um curto espaço de tempo. “É uma tecnologia muito rápida que vai ajudar a desafogar os hospitais e solucionar os problemas de saúde”. A estratégia de atendimento das UPAs está diretamente relacionada ao trabalho das equipes de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

As unidades recebem a população e avaliam cada situação. Os pacientes podem ser tratados e liberados, permanecer em observação por até 48 horas ou ser removidos para um hospital, se em casos de natureza cirúrgica ou trauma. Nestes casos, as UPAs fazem o primeiro atendimento, a estabilização e o diagnóstico que define a necessidade de encaminhar o paciente para uma unidade hospitalar.A abertura dos envelopes com as propostas será dia 4 de janeiro, às 10h, no Centro Administrativo do Estado, em Porto Alegre.

(Com informações do site do Ministério da Saúde)

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