Academia leva “A magia do samba” à passarela
Escola desfila na madrugada de terça-feira (13)
Para contar a história do samba no Brasil e em Pelotas, 500 componentes e mais simpatizantes da escola Academia do Samba levarão à passarela da Doce Folia, a partir da meia-noite e 40 minutos de terça-feira (13), “A magia do samba”. O tema foi trabalhado durante todo o ano pelo carnavalesco Clóvis Veronez.
Vamos contar a história do samba no Brasil, trazido por negros africanos, escravos, as manifestações no território, e a evolução até chegar em Pelotas”, comenta a vice-presidente da escola de samba, professora de Música, Daniela Brisolara.
A Academia do Samba tem 69 anos e ganhou muitos troféus. Foi fundada por um grupo de amigos frequentadores do Clube Cultural Fica Ahi Prá Ir Dizendo. A escola sempre esteve vinculada à comunidade do bairro Simões Lopes, onde desenvolve seus ensaios na sede da Associação de Moradores. É presidida, há cinco anos, por André Vargas (Dedé).
A vice-presidente destaca que, no desfile deste ano, a Academia mostrará as manifestações culturais, emocionais e tradicionais do samba. Como exemplo, citou o gênero musical popular e instrumental choro (chorinho), datado do século XIX, que acompanha diversas rodas e cresce nos dias atuais.
Faz parte da história
A bandeira da atual gestão é resgatar a escola e agregar jovens para que desenvolvam amor pela entidade e pelo Carnaval. Há dez anos, a Academia do Samba conquistou seu último título de campeã, quando desfilou com o tema em homenagem ao Esporte Clube Pelotas.
Uma escola de samba não pode simplesmente fechar suas portas, porque ela faz parte da história”, afirma Daniela Brisolara.
A Academia do Samba será a única da categoria especial a desfilar em 2018. A vice-presidente conta que a entidade desenvolve atividades o ano inteiro, como promoções, almoços, projetos e participação em editais para levantar recursos. O carnavalesco Veronez desenvolveu proposta para enfrentar a crise com um carnaval digno e levar a escola à passarela.
A diretoria trabalha a questão histórica da escola com a juventude e não dispensa a experiência de quem a antecedeu e a orientação dos mais velhos. Durante o ano, são desenvolvidas oficinas para formar ritmistas, sambistas, passistas, além de canto, violão, cavaquinho e outros, com a comunidade adolescente e com crianças.