Agentes trabalham ininterruptamente para combater aedes aegypti
Através de trabalho ininterrupto, a Secretaria de Saúde está mantendo sob controle a proliferação de focos do mosquito aedes aegypti em Pelotas. Equipes realizam visitas periódicas em residências e fazem o tratamento em locais que não podem ser removidos, como caixas d'água e ralos. O biólogo responsável pelo programa de controle do vetor que transmite a dengue, o zika vírus e a chikungunya, Marco César Bastos, informou que as ações são múltiplas. Os Pontos Estratégicos (PEs) – locais onde a água possa acumular-se – são inspecionados a cada 15 dias. Há 314 PEs listados. Entre eles, os cemitérios, borracharias, comércios de ferro velho e algumas floriculturas. Outro método de controle é o de armadilhas. Elas são artefatos feitos com a metade de um pneu, onde é colocada água. São distribuídas principalmente em transportadoras e agências de viagens. Nas armadilhas, as fêmeas dos mosquitos põem ovos. A cada sete dias, os agentes fazem a revisão, porque o ciclo do mosquito é rápido. A Saúde conta com 74 agentes atuando na prevenção e combate do mosquito. Marco César Bastos salienta que o ideal é não se conservar expostos e abertos recipientes que possam armazenar água, já que ela é o ambiente onde se dá a proliferação. Para quem tem animais de estimação, não basta só trocar diariamente a água. É preciso escovar os potes, pois os ovos ficam aderidos às laterais e ao fundo, não sendo possível visualizá-los. Em Pelotas, os casos de dengue diagnosticados não foram contraídos no Município. Trata-se de pessoas que viajaram e já trouxeram consigo o vírus. Aqui, foram encontrados oito focos de aedes aegypti, mas nenhum em residências. As ocorrências foram identificadas em armadilhas e em PEs. Está sendo planejada a realização de uma força tarefa envolvendo secretarias municipais, com ações em áreas mapeadas pela Saúde, para maior prevenção e controle da proliferação do mosquito da dengue. A atividade deverá ser desenvolvida em breve.