Alface bate recorde no aumento dos custos do Cesto em 2010
Pesquisa do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas aponta aumento de 9,67% do Cesto Básico, de acordo com comparativo do custo registrado no mês passado em relação ao contabilizado em janeiro de 2010. O consumidor pelotense gastou R$ 45,15 a mais pelas mesmas 51 mercadorias adquiridas, entre os quais a alface foi a campeã disparada das elevações no período: a suba chegou a 107,61%. A laranja figura no segundo lugar do ranking de altas, com o percentual de 40,73% e seguida da farinha de trigo, cujo acréscimo foi de 34,33%. A carne bovina e o queijo, nas modalidades mozzarella e prato, encareceram, respectivamente, 28,19% e 21,25% de janeiro a janeiro. “Estes alimentos barateiam e ficam mais caros de acordo com a sazonalidade. Em períodos de seca e de oscilações de mercado e da balança comercial, os impactos no orçamento das famílias são menores ou maiores”, analisa a chefe do departamento e responsável pelo levantamento mensal do Procon, Nóris Fonseca Finger. No caso da carne, informa a pesquisadora, são levantados os preços de 11 cortes: moída de primeira e de segunda, patinho, chuleta, costela, alcatra, filé mignon, coxão de fora e de dentro, paleta com osso e fígado. Ao todo, segundo ela, são checados e anotados 136 preços em cada uma das três redes supermercadistas de Pelotas escolhidas pelo órgão. Sobre as reduções entre os alimentos, a educadora do Procon destaca a da batata inglesa, alternativa importante de carboidrato – despencou em 56,68% em um ano. Cebola (54,74%), cenoura (29%) e repolho (23%) também responderam pelas maiores quedas. Entre todos os produtos, o desinfetante foi o que ficou mais barato. Seu preço caiu em 60,63%. Formada por 13 gêneros alimentícios indispensáveis à subsistência de uma pessoa durante um mês, o valor da Ração Essencial variou de R$ 192,07, verificado em janeiro do ano passado, para R$ 210,18 no primeiro mês de 2011, alcançando o índice de 8,62%, que se traduziu no desembolso de mais R$ 18,11. De acordo com a economista doméstica, estes percentuais e cifras são uma média mais ou menos aproximada das despesas reais, capazes de contribuir para o planejamento e o controle dos gastos nas compras mensais em supermercados da cidade. AUMENTOS (JANEIRO 2010 A JANEIRO DE 2011) 1) Alface: 107,61% 2) Laranja: 40,73% 3) Farinha de trigo: 34,33% 4) Carne bovina: 28,19% 5) Queijo mozzarella e prato: 21,25% QUEDAS (JANEIRO DE 2010 A JANEIRO DE 2011) 1) Desinfetante: 60,63% 2) Batata inglesa: 56,68% 3) Cebola (54,74%) 4) Cenoura (29%) 5) Repolho (23%)