Após 30 dias, Prefeitura ainda trabalha para minimizar impactos da tempestade
Gestão vistoria casas para emissão de laudos, entrega telhas e remove vegetais atingidos pelo evento extremo da madrugada de 21 de setembro
Os impactos provocados pela tempestade severa do dia 21 de setembro continuam a mobilizar equipes da Prefeitura. Um mês depois do evento climático extremo, o quarto em 45 dias enfrentado pelo município, a gestão municipal ainda se vê às voltas com os estragos provocados pela forte chuva e pelo vendaval que atingiu Pelotas na ocasião. Equipes das secretarias de Proteção e Defesa Civil (SMPDC), Qualidade Ambiental (SQA), Serviços Urbanos e Infraestrutura (Ssui) e Habitação e Regularização Fundiária (SHRF), realizam, respectivamente, entrega de telhas, vistoria para emissão de laudos técnicos da situação de imóveis, ações de manejo arbóreo e limpeza.
A SHRF está em campo para elaboração de laudos técnicos de casas atingidas pela tempestade severa de 21 de setembro. O processo começou no dia seguinte ao evento extremo. Desde então foram identificadas 171 casas interditadas ou destruídas. Conforme o secretário Cassius Baumgarten, a pasta articula em conjunto com instituições do município, a criação de um programa de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS), a fim de oferecer orientação e apoio técnico às famílias na reconstrução e recuperação de suas moradias, especialmente às que sofreram danos que não classificam os imóveis como destruídos ou interditados. “Ainda estamos concluindo a elaboração dos laudos técnicos, não podemos perder o momento adequado para realizar as vistorias in loco, registrar fotograficamente os danos e fazer o georreferenciamento”, disse o titular da SHRF.
Servidora da Secretaria de Habitação em área atingida pela tempestade severa do dia 21 de setembro para vistoriar as casas atingidas pelo evento extremo (Foto: Divulgação/SHRF)
No caso de entrega de telhas, a Prefeitura dá sequência ao trabalho. Na terça-feira (20) a ação foi nos bairros Fragata e Areal. O objetivo da SMPDC é encerrar nesta semana nas demais regiões. Estão listadas Três Vendas, Centro, Laranjal e São Gonçalo. É a primeira vez na história de Pelotas que um governo municipal presta este tipo de socorro. Simultaneamente, a pasta mantém em atividade os processos de vistorias para repasse programado a famílias cadastradas. Os quatro eventos extremos registrados em 45 dias, do ciclone de 6 de agosto à tempestade de 21 de setembro, já demandaram a entrega de 20 mil telhas para pouco mais de 2,8 mil famílias. Ainda falta atender 195 famílias espalhadas pela cidade e entregar 1.468 telhas de seis milímetros. A equipe da SMPDC deve terminar até esta semana as 30 vistorias restantes. “Estamos na finaleira”, garantiu o secretário Milton Martins.
Manejo arbóreo
A SQA vai precisar de reforço para dar conta de um número estimado de 1.400 árvores atingidas pela tempestade - o que inclui a zona rural. No âmbito do decreto de emergência, o secretário Márcio Souza já solicitou a contratação de uma equipe terceirizada por 90 dias. O processo, neste momento, está sob análise da Procuradoria Geral do Município (PGM). De acordo com o titular da pasta, já foram atendidas mais de 800 ocorrências. Há ainda um passivo de pouco menos de 600 exemplares, entre tombados, com galhos quebrados e necessitando de intervenções, especialmente na zona rural, no bairro Fragata, nas praias do Laranjal e em praças públicas da região central.