Aterro Sanitário: obras da nova ETE em fase de conclusão
O complexo de cinco hectares do aterro sanitário de Pelotas ganhará dentro de 60 dias uma nova área de armazenamento e tratamento do lixo doméstico da cidade. Em ritmo intenso de trabalho, o Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) entra na fase de conclusão da nova Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) que passará a receber cerca de 250 toneladas de resíduos diariamente.
No local, 22 pessoas trabalham 24 horas atendendo três frentes de atuação: o controle de dois módulos de depósito já desativados, a conclusão e o aterramento da área que atualmente está em atividade, e nas obras de finalização da nova ETE para tratar o churume (líquido originado da decomposição de resíduos orgânicos). Um investimento que deve ultrapassar os R$ 2 milhões entre o custo de operação e a obra de qualificação do novo espaço.
De acordo com o engenheiro-chefe do Departamento de Processamento de Lixo do Sanep, Edson Plá Monterosso, o projeto valorizou a expansão da área de coleta e a recuperação de espaço degradado – já utilizado anteriormente. “Nos preocupamos em ampliar a capacidade do aterro, mas sempre priorizando uma engenharia adequada e com o menor potencial possível de poluição. É o melhor”, destacou.
Fase da obras
A nova base do aterro já está praticamente concluída. No espaço que receberá o lixo a impermeabilização e a construção dos drenos para condução do churume aos filtros já estão prontos. O trabalho agora se concentra na construção dos canais que levarão o churume dos filtros à lagoa de contenção. A próxima etapa será a da construção dos ductos para a eliminação do gás metano. A obra teve início em dezembro de 2007 e a estimativa de Plá é que até o final de maio o local já esteja em condições de entrar em atividade. Há cerca de dez anos o Sanep atua no aterro sanitário utilizando toda a área com planejamento, controle e tratamento de resíduos.
Funcionalidade
Logo abaixo da nova base, o churume elaborado pelos resíduos será canalizado ao filtro anaeróbio de fluxo ascendente, onde fixa por cerca de 12 horas, na seqüência segue para o filtro aeróbio repousando por dois dias. Cada filtragem responde pela redução de 60% da carga orgânica do líquido. Depois segue para a caixa de passagem até a lagoa facultativa local em que recebe o tratamento por mais 88 dias.