Audiência propôs reforma pontual para reabertura do Theatro

Por Divulgação 17-05-2011 | 00:00:00
Tags:

Governo municipal, comunidade em geral, artistas, produtores culturais, Conselho Municipal de Cultura, todos unidos pelo Theatro Sete de Abril. Este foi o clima da audiência pública, ocorrida na noite de ontem (16), na Câmara de Vereadores de Pelotas, que teve por objetivo discutir a atual situação do mais tradicional teatro do Município, interditado há um ano e dois meses pelo Ministério Público Federal, após laudo técnico ter constatado que apresentava sérios problemas estruturais. Após o desejo manifestado pela maioria de ver reaberto o Theatro Sete de Abril para as comemorações dos 200 anos de Pelotas, os presentes na audiência decidiram buscar o apoio da superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio Grande do Sul, Ana Meira, que estará em Pelotas amanhã (18), para que interceda junto ao Instituto, no sentido de viabilizar uma reforma pontual para resolver, em um primeiro momento, apenas os problemas emergenciais e, assim, possibilitar que o Theatro volte à ativa mais rapidamente. Com o auxílio de Ricardo Silveira, que integra o escritório técnico do Programa Monumenta, encarregado da elaboração dos projetos do Sete de Abril, o secretário de Cultura, Ulisses Nornberg, explicou a complexidade da obra – composta por inúmeros projetos específicos e que inclui a substituição da estrutura em madeira da cobertura do prédio, por outra metálica, alteração que já foi aprovada pelo Iphan. Nornberg lembrou que não se trata apenas de uma reforma, mas de um restauro total e que, por ser tombado pelo Iphan, qualquer obra no teatro somente pode ser executada com o aval do Instituto. “Infelizmente, os trâmites burocráticos da legalidade brasileira são lentos e uma obra de restauração de um prédio tombado requer aprovação de cada passo, o que retarda ainda mais o processo”, comentou. O secretário contou que a Secretaria de Cultura já havia questionado a possibilidade e foi informada pelo Iphan de que não seria aceita uma obra pontual. “Mas acreditamos que, com o apoio maciço da comunidade, teremos mais força e talvez consigamos um resultado diferente. Não há governo que queira o Sete de Abril fechado, isso representa um ônus para todos nós, e estamos trabalhando para que isso não aconteça”, declarou. Nornberg também salientou que, apesar do prédio do teatro estar fechado há mais de um ano, a programação que é desenvolvida anualmente pelo Sete de Abril - projetos Cena Literária, Sete ao Entardecer, Sete Imagens, Encontro de Teatro de Pelotas – não foi e nem será interrompida, apenas descentralizada, sendo realizada em espaços alternativos. “Além disso, a Secult em nenhum momento deixará de ser parceira dos eventos culturais de nossa cidade”, assegurou. “Estamos aqui para somar, para trabalhar junto e buscar uma alternativa para que, nos 200 anos, a gente possa estar no nosso ‘templo da arte’”, declarou, na tribuna, a presidente do Conselho Municipal de Cultura, Ana Elisa Kratz, referindo-se ao Theatro Sete de Abril. “A gente conhece o projeto, respeita e acha que vai ser maravilhoso. Mas precisamos encontrar um jeito de resolver somente o que é mais urgente para poder usar o teatro enquanto todos os orçamentos e verbas estiverem sendo encaminhados”, ponderou. Durante o espaço destinado à assistência, houve manifestação de várias pessoas da área cultural pelotense, entre elas o professor Adriano Moraes, do curso de Teatro da UFPel; os produtores culturais Valdir Manoval e Beatriz Araújo; o turismólogo e músico Daniel Balhego; Robson Silveira, pelo Movimento Hip hop; o ex-presidente do Conselho Municipal de Cultura, Vítor Azúbel, além dos vereadores Milton Martins (PT), Carlos Alberto dos Santos Passos (PT),José Inácio Lopes de Jesus (PDT) e Eduardo Leite (PSDB), proponente da audiência, que se revezou entre a presidência da mesa e a tribuna e, no final, propôs a entrega pública do documento à superintendente do Iphan.

Alt+1 (conteúdo) • Alt+2 (menu)
Alt+3 (busca) • Alt+4 (rodapé)