Audiência Pública traz ao debate o tema da silvicultura
Nesta sexta-feira (23) a Câmara de Vereadores de Pelotas foi palco para discussões acerca da questão do zoneamento ambiental e suas conseqüências para a Metade Sul. O Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pelotas, Carlos Mário Santos, representou o prefeito Fetter Júnior no evento e fez a defesa da questão em prol da geração de oportunidades de trabalho.
Para Santos o investimento no pólo florestal equivale a várias GMs, dois pólos petroquímicos e alguns diques secos. Ele defende de forma positiva as mudanças que podem ocorrer na região, em função de um investimento que abrange 27 municípios e que será responsável por transformar a economia da região. No encontro estiveram presentes representantes de diversos segmentos da sociedade, universidades, agricultores e também das administrações; pessoas que concordam ou discordam do projeto.
“Nada que o homem faz deixará de ter impacto no meio ambiente. Desde uma borracharia na beira da estrada até uma fábrica de celulose e papel”, afirmou Santos. Ele enfatiza que o que não é possível, é deixar que se transforme a questão num embate político-ideológico. Segundo ele, tudo o que se planta na região é exótico: o arroz, a soja e mesmo os pessegueiros e videiras do novo vinho do pampa. Afirma que a região é capaz de produzir o dobro de volume de madeira, na metade do tempo do que o resto do mundo; razão porque somos uma região privilegiada e muito competitiva no cenário mundial.
Santos destacou em sua defesa, que respeita quem pense o contrário, mas agride a inteligência pensar que 3% sobre a cobertura florestal de eucalipto transformarão o Rio Grande num deserto verde, ou que faltará terra para plantar alimento. Tal argumento, segundo ele, é meramente político. “Penso que ninguém queira ver perpetuar o quadro de miséria, salvo se alguém pense que é melhor continuar dando bolsa família do que trabalho e emprego digno”.