Aulas do Projovem começam a partir de maio em Pelotas

Por Divulgação 17-03-2009 | 00:00:00
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A primeira da série de reuniões, programada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE) para a elaboração do plano pedagógico do Projovem, avançou ontem com a definição do prazo: as aulas dos cursos começarão a partir de maio. O programa de qualificação de mil jovens, desempregados e com idades entre 18 e 29 anos, será executado com aporte de R$ 1,4 milhão captado pela administração do prefeito Adolfo Antonio Fetter. Os recursos deverão chegar de Brasília até o final de março.

Outra deliberação do encontro, realizado na Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (SMCas), foi o levantamento da oferta de vagas do empresariado pelotense do último semestre. A SDE quer realizar contatos mais precisos e adequados de empregos com as companhias locais. Quem informa é o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Mário Santos, que adianta a realização de contatos com os nove sindicatos integrantes da Casa da Indústria, cujos setores são construção civil, metalurgia e metal-mecânica, panificação e indústrias de conserva e de carne.

“Para conhecermos as principais necessidades de mão-de-obra e de formação, vamos conversar também com representantes das companhias de serviço, entre elas transporte e informática”, revela Carlos Mário Santos. Além do secretário da SDE, participaram da reunião o adjunto, Paulo Peter, vários integrantes e a titular da SMCas, Elizabeth Marques Dias, e o diretor de Projeto e Planejamento da Secretaria Municipal de Turismo, Esportes e Lazer (STE), Luiz Eduardo Madeira. Levantamentos e análises do secretário da SDE apontaram, em razão dos arcos ocupacionais – alimentação, construção, madeiras e móveis, metal mecânico, transporte e vestuário –, a necessidade de planejamento interdisciplinar.

Quanto à questão operacional, estão sendo feitas consultas administrativas ao Ministério do Trabalho e Emprego acerca dos trâmites necessários à realização das inscrições dos candidatos, cujos pré-requisitos incluem o andamento ou a conclusão do ensino fundamental ou médio. A necessidade de pré-cadastramento, por exemplo – enuncia o secretário da SDE –, constitui-se em uma das dúvidas a serem esclarecidas junto à esfera federal.

Em uma segunda etapa, o prefeito Fetter deverá bater o martelo sobre a descentralização ou não do plano de qualificação, ou seja, se os cursos ocorrerão nos bairros ou nas salas de aula das instituições. Conforme Santos, a resolução final da prefeitura só virá quando os contratos estiverem todos fechados. A viabilização das aulas a serem ministradas depende de contratos firmados com escolas cuja competência seja reconhecida. “Exemplos delas são institutos e universidades locais e o “sistema S”, formado por Senac, Sesc-Senat, Senai e Senar”, adianta Santos.

Os beneficiários do programa terão aulas, ainda, de inclusão digital; valores humanos, ética e cidadania; educação ambiental, higiene pessoal e promoção da qualidade de vida; e noções de formação de cooperativas, entre outros temas. O ensino oferecido como um “valor agregado” à formação geral adicionará, ao currículo do educando, 100 horas/aula. “Significa um ‘plus’ proporcionado à formação básica deste contingente”, analisa.

Com o intento de aumentar os índices de cidadãos economicamente ativos, a SDE empenha-se em fechar, estrategicamente, parcerias com empresários atuantes nas áreas de interesse do projeto. Desta forma, acredita o titular da SDE, as categorias econômicas poderão contar com mão-de-obra qualificada e contribuir para a diminuição do desemprego.

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