Café com Imprensa revela interesse da indústria naval por Pelotas

Por Divulgação 09-08-2010 | 00:00:00
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No Café com a Imprensa, realizado na manhã de hoje (9), no Salão Nobre do Paço Municipal, os promotores do seminário “Oportunidades para a Valorização da Zona Sul” revelaram o interesse de seis grandes companhias do setor naval na instalação de unidades fabris no Município. A convite do prefeito Adolfo Antonio Fetter e do presidente da Câmara, Milton Martins, jornalistas puderam conhecer não somente detalhes sobre a conferência que será realizada nesta quinta-feira (12), mas informações sobre as potencialidades de Pelotas e o projeto de implantação de um polo naval complementar ao de Rio Grande. As palestras do seminário ocorrerão das 8h30 às 18h, no plenário da Câmara, e serão proferidas por representantes de diversas instituições públicas e privadas que apoiam a realização do evento, organizado pela Prefeitura, pelo Legislativo e pela revista Voto. Entre elas, destacam-se a Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Anebav), a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) regional e a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul). Sobre a parceria firmada com o parlamento, o prefeito disse, na coletiva de imprensa desta segunda-feira, que o debate sobre as novas oportunidades de desenvolvimento econômico da região, tendo em vista os segmentos de óleo e gás, vem sendo feito há dois meses. “Desde então, as discussões com o vereador Martins têm sido pautadas pela constatação da necessidade da cidade sediar parte dos investimentos que despontam na Zona Sul”, contextualizou Fetter. O gabinete do prefeito convocou, para a reunião de hoje, o diretor do Porto de Pelotas, Paulo Morales, que, representando o governo estadual, assinalou a meta de fortalecer, com os encaminhamentos do colóquio desta semana, o trabalho de atração de indústrias, sobretudo de componentes. “Há prédios e terrenos particulares ociosos na chamada área retroportuária”, acrescentou em relação às propriedades mapeadas pela Prefeitura. Sobre a disponibilidade de áreas, Fetter salientou que o planejamento do governo municipal gerou consequências práticas, como a confirmação neste mês, da governadora Yeda Crucius, da elaboração de um Plano Diretor Naval específico para Pelotas, Rio Grande e São José do Norte. “Este é um pleito da Prefeitura de Pelotas para a concessão de espaços estratégicos, como a Chácara da Brigada”, destacou. Participaram também do Café com a Imprensa os secretários de Coordenação e Planejamento, Agostinho Martins Neto; de Desenvolvimento Econômico (SDE), Carlos Mário Santos; de Comunicação (Secom), Luiz Carlos Freitas; de Cultura (Secult), Mogar Xavier; de Administração e Finanças, Sérgio Lopes; de Receita (SMR), Sílvio Chaigar; e de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT), Jacques Reydams. Marcaram presença, ainda, o procurador geral do Município, Saad Salim e o diretor-presidente do Sanep, Ubiratan Anselmo. Questionado sobre os nomes das fabricantes que pretendem efetivar suas produções em Pelotas, o prefeito e o diretor do Porto esclareceram que o sigilo evita especulações e expectativas. Antecipou, no entanto, a intenção, consolidada em negociações sólidas que envolvem o aval do governo do Estado, de uma empresa carioca focada no desenvolvimento de projetos e empreendimentos para a indústria do petróleo e do gás. Segundo ofício à Secretaria de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul (Seinfra), a diretoria menciona “instalação de uma ‘unidade industrial offshore’ no Porto de Pelotas e em áreas vizinhas”. Sobre a importância da soma de esforços entre os poderes Executivo e Legislativo, o presidente da Câmara, Milton Martins, frisou a presença não só da seara produtiva, mas de órgãos financiadores, como o BNDES. “Neste ambiente republicano de relações, o seminário será um acontecimento importante. O desejo de todos é que este debate abra janelas e oportunidades à cidade”, declarou o representante do parlamento. No que diz respeito ao perfil das corporações, Santos definiu-as como indústria naval “fina” ou sistemistas, que manufaturam componentes para módulos de plataformas. Na ocasião, o titular da SDE relatou as ações da administração municipal junto ao Executivo estadual. “Em tratativas com diversas secretarias, reivindicamos o mesmo tratamento fiscal e as mesmas vantagens concedidas para Rio Grande”, informou Santos.

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