Canil inicia castração de fêmeas

Por Divulgação 30-04-2008 | 00:00:00
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A castração de cadelas de rua começa a ser realizada na próxima semana em Pelotas. Passarão pela cirurgia no mínimo dez animais por semana, durante quatro meses. Depois deste período a estrutura será ampliada para viabilizar o aumento do número de castrações. A implementação do projeto é possível pela parceria entre a Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Centro de Controle de Zoonoses.

A castração de fêmeas é mais uma conquista da SMS, que realiza o procedimento em machos desde 2006, quando passou a contar com a verba proveniente da pena pecuniária do caso da cadela Preta. Por ser mais complexa e cara, a equipe teve que esperar pela liberação de mais verbas para concretizar as castrações em fêmeas – só nessa primeira fase serão investidos R$ 60 mil.

As cirurgias estarão sob responsabilidade da UFPel - os alunos do curso de veterinária participaram de treinamento especial para realizar os procedimentos. O Município, além de arcar com os custos, será responsável por capturar os animais de rua e mantê-los durantes três dias no Canil - para o caso de o dono o resgatar – antes de encaminhá-los para Universidade. Após a intervenção a Prefeitura buscará doar as fêmeas, seja pela procura espontânea da população ou em feiras promovidas com este fim. Os animais não adotados em 15 dias terão que ser devolvidos às ruas, conforme estipula a lei.

Cães errantes

A Prefeitura estima que existem hoje 65.200 mil cães em Pelotas, dos quais apenas 37% são domiciliados (só saem às ruas acompanhados do dono). Significa que há na cidade um animal para cada 5,25 pessoas, número elevado em relação ao que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS): um cão para cada dez habitantes.

O projeto de castração em fêmeas é uma medida importante do Centro de Zoonoses para reduzir a população de cães errantes. A veterinária do departamento, Dóris Schuch, esclarece, entretanto, que os resultados só serão significativos a médio e longo prazo, já que a expectativa de vida desses animais é de entre 10 e 15 anos. “Mesmo que castrássemos todos os cães da cidade, o resultado só seria percebido em muitos anos”, elucida.

Para alcançar efeitos mais significativos o Canil trabalha principalmente na conscientização da comunidade, já que entre os maiores responsáveis pela grande população de cães errantes está o fato de muitos proprietários permitirem que seus animais transitem livremente pelas ruas, procriando-se e transmitindo doenças. “É fundamental que as pessoas tenham responsabilidade sobre seus cães”, ressalta Dóris. A equipe do Canil encarregada do recolhimento nas ruas realiza também cerca de 20 orientações por dia, através de conversa, material educativo e convites para visitar a Secretaria.

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