CAP articula aprovação de PL sobre mudança do comando do porto
Com a meta de obter sucesso na mobilização para a transferência do comando do Porto de Pelotas, da Superintendência de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul (SPH) para a Superintendência do Porto de Rio Grande (SUPRG), a Prefeitura articula uma reunião do Conselho Municipal e Autoridade Portuária (CAP). Em razão da possibilidade do Projeto de Lei (PL), de autoria do Executivo estadual, não ser aprovado ainda em dezembro, na Assembleia Legislativa, por questões eminentemente corporativas, a audiência deverá ocorrer amanhã à tarde. A informação é do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), Carlos Mário Santos, que destaca os esforços da bancada do PP na Câmara estadual, sobretudo o empenho da deputada Leila Fetter. “Existe uma natural resistência em períodos de final de mandato, mas os interesses coletivos, da população, têm sempre de se sobrepor a quaisquer outros”, avalia o gestor. Serão convidados para este debate, em regime extraordinário, o presidente e o vice-presidente do CAP pelotense, João Affonso Dêntice e Paulo Garcia Leite; o diretor administrativo do Porto de Pelotas, Paulo Morales; e o assessor técnico da Divisão de Drenagem do Porto de Rio Grande, Mário Antonio Vieira Dutra. Não está descartada, antecipa Santos, a ida de uma delegação a Porto Alegre para reivindicação direta da mudança da administração do Porto. Na ocasião, os gestores pretendem arrazoar o pleito, sobretudo com o argumento de que “a SPH não apresenta qualquer política de investimentos há duas décadas”. Na avaliação do secretário, estes 20 anos resultaram numa operação absolutamente deficitária no Porto de Pelotas. Além disso, assinala o titular da SDE, a integração entre as cidades é estratégica inclusive para a instituição do polo naval complementar ao de Rio Grande. “Contrariamente à condição de subutilização do porto pelotense, o de Rio Grande está saturado e poderá desviar cargas para Pelotas, gerando emprego e receita ao município”, vislumbra o presidente do CAP, João Affonso Dêntice. Entre os principais argumentos do Conselho está o fato da SUPRG possuir uma conta bancária específica para facilitar o aporte de recursos, o que, em sua opinião, agiliza os investimentos em logística, infraestrutura e operações. Em acréscimo, Santos frisa que não há oposição dos funcionários de Pelotas da SPH à vinculação ao órgão. “Eles reconhecem o diferencial de estarem ligados a uma superintendência com fôlego financeiro”, complementa.