Capacitação tem meta de criar ambientes seguros às crianças
Profissionais participam do Programa para Educar Crianças em Ambientes Seguros (ACT)
Profissionais da Educação, Assistência Social e Saúde do Município participam de uma formação de facilitadores do Programa para Educar Crianças em Ambientes Seguros (ACT), que visa trabalhar a questão com as famílias das crianças. O curso começou na manhã desta sexta-feira (20) e segue até o fim da tarde de sábado (21).
Fotos: Marcel Ávila
As atividades se iniciaram com pedagogos, psicólogos e assistentes sociais pré-selecionados, que serão capacitados e treinados. A expectativa é que, no segundo semestre, a metodologia comece a ser implementada em uma amostra dos integrantes da Coorte de 2015 – o estudo de acompanhamento da saúde de todas as crianças nascidas na cidade de Pelotas em 2015, desenvolvido pelo Programa de Pós-graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
A consultora do eixo de prevenção social do Pacto Pelotas pela Paz, Tâmara Biolo, explica que a forma como a criança é educada pode ser um fator de proteção ou de risco para ela. Se for criada da forma errada, com violência, pode fazer com que desenvolva um alto nível de estresse e não consiga lidar com conflitos, com as próprias emoções.
As práticas parentais são elementos que podemos transformar para melhorar a forma como as crianças vão lidar com os fatores 'riscos sociais' e as adversidades da vida, e para diminuir os fatores de risco dentro de casa. Assim, tornamos o ambiente familiar ais seguro e mais propício à criação da criança e damos condições emocionais ao enfrentamento dos problemas da rua, da vida”, assinala Tâmara.
O projeto faz parte da estratégia Infância Protegida do Pacto. A pedagoga da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Érico Veríssimo, Denise Freitas, avalia que o curso será muito útil na sua vida pessoal e profissional.
Para aprender a agir com mais humanidade, colocando-se no lugar do outro. É uma excelente abordagem. Estamos precisando de paz, de um mundo melhor”, avalia Denise.
O trabalho é desenvolvido pela psicóloga Elisa Rachel Pisani Altafim, da USP de Ribeirão Preto, que - após os dois dias de curso - seguirá acompanhando o grupo a distância. Ela diz que as pessoas parecem animadas com o programa, pois tem muito a contribuir com a cidade de Pelotas, principalmente com as famílias para que elas se tornem seguras e as crianças se desenvolvam num ambiente saudável.
Elisa faz parte do Laboratório de Pesquisa em Prevenção de Problemas de Desenvolvimento e Comportamento da Criança (Lapredes) e o trabalho será desenvolvido em parceria com o Centro de Epidemiologia UFPel.
Confira as fotos neste link do Flickr da Prefeitura.