CAPS AD realiza mais de mil atendimentos mensais
Com seis anos de atendimento, o Centro de Atenção Psicossocial Àlcool e Drogas (CAPS AD), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem muitos motivos para comemorar. “Tem dado muito certo! Temos uma equipe profissional capacitada que realiza mais de mil atendimentos ao mês a, pelo menos, 500 pessoas e os resultados têm aparecido. Por outro lado, notícias boas se espalham depressa e, com isso, a demanda tem crescido muito. Cada semana acolhemos em média 15 pessoas novas, de modo que estamos perto de esgotar a nossa capacidade de atendimento. Para continuar a absorver a demanda, teremos que ampliar os serviços e contar com mais profissionais”, comentou a psicóloga Gabriela Haack. A comunidade dispõe do serviço desde 2003, mas foi em outubro de 2004 que ele foi cadastrado oficialmente. “O grande diferencial entre o CAPS de 2003, que funcionava em uma salinha dentro da Secretaria de Saúde, e o hoje é que agora o serviço está estruturado”, comemora Gabriela. Atualmente, a equipe profissional conta com enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, médico clínico, psiquiatra, artistas plásticos e professor de educação física, além de agentes de redução de danos. Ainda não se tem estatísticas relativas ao aproveitamento dos serviços disponibilizados pelo CAPS AD - com a recente aquisição do computador, os dados estão sendo registrados -, porém, são inúmeros os casos que demonstram os ótimos resultados do tratamento alternativo. “O Centro tem diversos exemplos que comprovam que é possível se chegar à abstinência, tanto de álcool quanto de drogas. Temos um caso específico de um paciente que era viciado em crack e está há três anos e dois meses sem fazer uso do entorpecente e um outro de um homem que era morador de rua e vivia alcoolizado e hoje, após o tratamento, trabalha e tem até casa própria”, relata a psicóloga. Gabriela enfatiza que o apoio da família é fundamental e decisivo para a recuperação de um dependente químico. Por isso, além de tratar os pacientes, o CAPS AD também orienta os familiares para que se adaptem à nova situação. “É normal um período de transição difícil, já que o comportamento do paciente pode mudar devido à abstinência química. Por isso é tão importante que aquelas pessoas de seu convívio estejam preparadas para saber lidar com determinadas situações”, explica. No CAPS AD, para cada paciente é criado um plano de atendimento terapêutico individual, de acordo com suas necessidades, que pode incluir consultas individuais, reuniões em grupo, oficinas, etc. Usuários e familiares do CAPS AD também têm acesso à nova biblioteca, reinaugurada em 28 de outubro do ano passado, que passou a contar com mais 650 livros, peças de mobiliário e um computador, itens que integraram o Kit Ponto de Leitura, recebido como premiação no I Concurso Ponto de Leitura: Homenagem a Machado de Assis, realizado pelo Ministério da Cultura (Minc), com o projeto criado pela arte terapeuta Suzy Alam, do Centro. “Está sendo realizada uma oficina de criação literária, na qual os pacientes têm escrito belos poemas que tentaremos publicar”, conta Gabriela. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são unidades que atendem diariamente portadores de sofrimento psíquico grave. Constituem uma alternativa aos hospitais psiquiátricos, em geral caracterizados por regimes de longa permanência e isolamento do paciente – os Caps permitem que os pacientes permaneçam junto às suas famílias e no convívio com a comunidade. Na zona urbana de Pelotas, existem sete Caps: Baronesa, Fragata, Porto, Castelo, Zona Norte, Centro-Escola e AD (Álcool e Drogas). O Caps AD fica na rua Félix da Cunha, 818. Telefone 3222-4527.