CAPTA presente no Seminário de Inclusão Escolar no RS
Com o objetivo de apresentar o trabalho desenvolvido pelo Centro de Apoio, Pesquisa e Tecnologias para Aprendizagem (CAPTA), ligado à Secretaria Municipal de Educação (SME), a coordenadora do CAPTA, Ingrid Cristine da Rosa, e as supervisoras Carmem Silvia Lenzi e Débora Luiza Jacks, participaram, dos dias 13 a 15 de setembro, na Faculdade de Educação da UFGRS, em Porto Alegre, da segunda etapa do 1º Seminário de Políticas Públicas de Inclusão Escolar no Rio Grande do Sul – Seminário de formação e pesquisa na área da educação especial. O Seminário teve como objetivo a constituição de um espaço de formação e pesquisa que favoreça a intensificação dos conhecimentos recíprocos – redes municipais de ensino e universidade – acerca das políticas de inclusão escolar no Rio Grande do Sul, considerando suas tendências, prioridades e parcerias. O evento foi dirigido a representantes municipais envolvidos no processo de implementação de políticas públicas de inclusão escolar no Estado, além de pesquisadores, docentes e estudantes integrantes do Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar (NEPIE), da linha de pesquisa “Educação Especial de Processos Inclusivos” e do Programa de Pós-graduação em Educação da UFGRS. O primeiro encontro do Seminário com os gestores dos municípios disseminadores de uma política inclusiva, ocorrido em 21 de maio, contou com a participação das supervisoras do CAPTA, Carmem Lenzi e Débora Jacks, oportunidade que foi solicitado a todos os municípios polo, a elaboração de um artigo contendo sua história na Educação Especial, descrevendo como está sendo a evolução do movimento inclusivo nas redes municipais de ensino, os quais seriam apresentados na segunda etapa do evento, ocorrida neste mês. O Seminário contou com a participação dos municípios de Alegrete, Pelotas, Santa Maria, Gravataí, Caxias do Sul, Santo Ângelo, Bagé, São Borja, Vacaria, Capão da Canoa, Cruz Alta e Porto Alegre. Segundo Ingrid, a apresentação dos municípios foi enriquecedora e demonstrou com clareza o trabalho desenvolvido em cada um deles, os avanços, as dificuldades e as estratégias utilizadas para de fato transformar as redes municipais de ensino em redes inclusivas. De acordo com ela, pôde-se constatar que municípios como Bagé, Santa Maria e Porto Alegre estão bastante avançados neste processo, as Secretarias Municipais de Educação apresentaram um trabalho coeso, com um número de alunos expressivo incluídos na rede, ações bem definidas e organizadas. A coordenadora do CAPTA acrescenta que Pelotas foi um dos primeiros municípios a aderir à política da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, compromisso renovado este ano, quando o prefeito Fetter assinou a carta acordo na qual, então, permanece o compromisso de promover e ampliar a inclusão de pessoas com deficiência na rede municipal de ensino. Em seu último dia, o Seminário proporcionou o acesso a dados disponíveis em teses de mestrado e doutorado apresentadas no evento, trabalhos de pesquisa, todos pertinentes à Educação Especial/Educação Inclusiva. “O objetivo principal foi alcançado, a troca de saberes, a interlocução, um espaço reflexivo, onde percebemos que há muito a fazer e são muitas as possibilidades. O município de Pelotas tem uma demanda crescente e necessita da ampliação de sua estrutura para o desenvolvimento de mais ações inclusivas”, avaliou Ingrid. De acordo com a coordenadora, foi estabelecido como prioridade do CAPTA a implantação e implementação das Salas de Recursos Multifuncionais que ofertam o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e a formação continuada de professores. “A participação de Pelotas no evento foi fundamental para revigorar e embasar a nossa prática quanto à implantação de uma educação inclusiva de qualidade, respaldada legalmente, e cujo compromisso assumido pelo Município foi renovado e fortalecido”, concluiu Ingrid.