Casas Gêmeas reabrem para visitação após 20 anos
Atividades nos Casarões 1 e 3 seguem até domingo (19) e integram a programação do Dia do Patrimônio 2018
Nas atividades do Dia do Patrimônio 2018, pelotenses e turistas têm a oportunidade de conhecer um pouco mais da história e curiosidades do município. E pela primeira vez, em quase 20 anos, as Casas Gêmeas - Casarões 1 e 3 da Praça Coronel Pedro Osório – estão abertas a visitação.
Fotos: Gustavo Vara
Desta sexta-feira (17) até o domingo (19), das 9h às 17h, os dois prédios construídos entre 1911 e 1912 podem ser acessados gratuitamente. As casas passaram por reformas nos últimos nove anos, com os primeiros andares totalmente restaurados e a previsão de que os segundos, fechados por enquanto, sejam finalizados até o fim do semestre.
Antes disso, os Casarões estiveram abandonados por uma década, explica o atual proprietário, Ricardo Moura. Pela ação do tempo, aberturas e piso originais foram deteriorados e precisaram ser substituídos. Durante a recuperação, características arquitetônicas e curiosidades foram redescobertas abaixo de inúmeras camadas de tinta, como escaiolas originais do início do século XX e até uma releitura da obra “Sindicato dos Tecelões”, de Rembrandt, em uma das paredes.
Fotos: Gustavo Vara
O povo é muito curioso sobre a história desse lugar, por isso decidimos reabri-lo”, disse Moura.
Entre a programação das Casas Gêmeas está um relato dos anos de restauro e das dificuldades de se recuperar um prédio histórico, às 16h de sábado (18), e apresentações do flautista Raul d’Ávila, e violão e voz de Marília Piovesan, a partir das 16h de domingo. No total, 32 cômodos podem ser visitados.
Conjunto Histórico
Também conhecidas como casas geminadas, os prédios foram presente de casamento de Joaquim Augusto Assumpção – Barão de Jarau – para as filhas Judith e Francisca Augusta. O projeto, em arquitetura inglesa, foi executado por Cassiano Casaretto. Eles fazem parte do Setor de Proteção da Praça Coronel Pedro Osório, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em junho. Para o futuro, o proprietário planeja transformar o local em um espaço coworking.
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