Central de Beneficiamento poderá receber verba adicional
Concebida para entrar em funcionamento na próxima safra de pêssego e ser implantada neste primeiro trimestre, a Central de Beneficiamento da fruta in natura da Colônia Maciel poderá receber recurso suplementar. Uma das pautas da reunião ordinária do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Trabalho (Comdest), amanhã às 9h, será a apresentação de uma proposição ao governo do Estado para obtenção de verba destinada à compra de maquinário.
O encontro, que será realizado na Casa dos Conselhos, contará com a presença do coordenador geral da Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP) da prefeitura, Jair Seidel, que também é membro do Conselho Fiscal do Conselho Regional de Desenvolvimento da Região Sul (Corede Sul). Participam, ainda, da deliberação, o secretário-adjunto municipal de Desenvolvimento Econômico, Paulo Peter, e a técnica da área econômica da UGP, Ana Sena, que ocupa o posto de secretária executiva do Comdest.
Numa articulação de Seidel com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio, no final de 2009, a Central será viável graças à iniciativa do Poder Executivo pelotense. “Conseguimos a compreensão do governo estadual para liberar o investimento na Colônia”, relembra o coordenador da UGP. Como a verba de R$ 140 mil tornou-se disponível com os esforços políticos da Unidade, cerca de 40 famílias cooperadas passaram a contar com algum fôlego num setor produtivo em crise.
A intenção da gestão do prefeito Adolfo Antonio Fetter é atribuir independência da indústria aos agricultores no modelo de associativismo. Quando o segmento fabril não compra em grandes volumes, a exemplo do ocorrido no ano passado, os fruticultores passam por dificuldades – trata-se de uma cadeia produtiva. “Já tínhamos uma discussão inicial, bem consistente, com os agricultores em regime de cooperativismo, no sentido de começar as operações na próxima safra”, explica o gestor público.
CONHEÇA O PROJETO DA PREFEITURA
A instituição da Central de Beneficiamento de frutas in natura na Colônia Maciel está demandando R$ 140 mil do governo do Estado, um capital advindo da Consulta Popular de 2008. Para a efetivação do empreendimento, que inclui a construção de um prédio com a dimensão de 15 por 25 metros, o Poder Executivo deverá desembolsar a contrapartida de R$ 37 mil.
Em dezembro, funcionários da UGP providenciaram a terraplenagem do terreno adquirido pela cooperativa. A cedência de uso da edificação se efetivará por meio de comodato, contrato pelo qual a administração permitirá as atividades sem cobrança de encargos e por tempo determinado.
A Unidade também está à frente da estruturação de um galpão similar, em Monte Bonito, que será fundamental às atividades de classificação, lavagem, embalagem e estocagem de hortaliças, legumes, frutas, queijos, mel, ovos, entre outros. Cerca de 200 pequenos lavradores associados terão oportunidade de garantir renda e subsistência.