Centro da Mulher busca resgate da autoestima com oficinas
Curso de maquiagem foi a primeira etapa da parceria com o CaVG, que chega ao terceiro ano
Aumentar a autoestima e proporcionar oficinas que possam, ao mesmo tempo, se tornar novos hobbies e, quem sabe, fonte de renda, é o objetivo do projeto “Plantas e Tecidos como Instrumento de Transformação Social”, promovido pelo Centro de Referência da Mulher e o IFSul, através do câmpus Pelotas-Visconde da Graça (CaVG). A parceria, que entra em seu terceiro ano, oferece capacitação sobre arranjos florais, jardinagem, paisagismo e manipulação de plantas medicinais.
Fotos: Gustavo Mansur
O início das atividades para 30 mulheres atendidas pelo Centro foi nesta segunda-feira (9), durante uma tarde voltada à beleza e técnicas de maquiagem. A coordenadora Myryam Viegas fez a apresentação do projeto às participantes e destacou a importância de adquirir novos conhecimentos.
É fundamental se capacitar. Estas novas experiências podem se tornar também oportunidades no mercado de trabalho”, disse a coordenadora.
As aulas quinzenais, que seguem até novembro, integram a extensão do CaVG e contam com a coordenação da professora Sintia Zitzke Fisher, e apoio da aluna de técnico em Agropecuária, Nathália Nick. Nas edições anteriores, o foco voltou-se a aulas de artesanato (2015) e técnicas de panificação (2017).
Muitas das mulheres se associaram e começaram a vender seus produtos em padarias e para bufês de festas, auxiliando na renda familiar”, contou Myryam.
Neste ano, serão abordadas técnicas para a elaboração de tinturas, sabonetes e xaropes; customização de roupas com a utilização de renda, fitas e tintas; confecção de flores artesanais com plantas secas e tecidos; ensino da técnica do “fuxico” – para aplicação em bolsas e carteiras; e a consultoria de beleza, onde as mulheres puderam aprender automaquiagem com os profissionais voluntários do salão Taina e Carol.
Ter o conhecimento e participar desses momentos de troca é essencial para que elas resgatem a estima, pois podem aplicar em casa e compartilhar com familiares, além de transformar em um trabalho”, finalizou a professora Síntia.