Centro de Especialidades terá sala exclusiva para gripe A
A partir de amanhã, dia 27, o Centro de Especialidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) contará com uma Sala de Influenza A, exclusiva para esclarecer dúvidas da comunidade pelotense sobre a nova gripe e para orientar e encaminhar os pacientes que suspeitarem estar infectados com o H1N1. A sala funcionará todos os dias da semana, das 8h às 17h.
No início da tarde de hoje (26), profissionais da saúde de Pelotas estiveram reunidos na sala 203 do Centro de Especialidades, onde tiveram palestra da infectologista da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Ana Carolina Kessler e receberam material impresso com o “Protocolo de Atendimento para orientação ma Sala da Influenza A H1N1” e uma série de perguntas e respostas mais freqüentes sobre o assunto. Participaram do treinamento médicos e enfermeiros da Farmácia Municipal e de diversas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), equipe do Departamento de Vigilância Sanitária e membros da Unidade de Saúde do Exército – que atuarão como multiplicadores das informações – e profissionais que irão se revezar nos plantões da Sala de Influenza A.
A Vigilância Sanitária esclarece que, ao menos por enquanto, não há necessidade de que as pessoas saudáveis usem máscara para proteger-se da gripe A. O uso da máscara é recomendado àqueles que estiverem com suspeita da doença ou que tenham contato direto com os casos de suspeição, além dos profissionais que tratam com estas pessoas. Até o momento não existe vacina contra o H1N1, mas existe um medicamento antiviral, indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que o Ministério da Saúde (MS) só autoriza após confirmado o diagnóstico de gripe A – a venda deste medicamento está proibida nas farmácias. “As pessoas saudáveis não devem tomar este medicamento porque isso só fortaleceria o vírus, que vai se modificando e adaptando às novas condições”m explica o secretário de Saúde, Francisco Isaías.
Isaías disse que, embora a Influenza A seja apenas uma gripe, ela se diferencia sob o ponto de vista da infectologia, porque começou a se proliferar por meio dos suínos. “O sistema imunológico humano não reconhece esse vírus, por isso somos tão suscetíveis a ele e é tão alto o índice de contágio”, explica o secretário.