Cesto Básico e Ração Essencial custam menos em Pelotas
Depois de meses em elevações sucessivas, os custos do Cesto Básico e da Ração Essencial sofreram, em novembro, as quedas respectivas de 1,36% e 0,46% em relação ao mês de outubro. A pesquisa é realizada, em três redes de supermercados da cidade, pela chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas, economista doméstica Nóris Fonseca Finger. O serviço é oferecido mensalmente pelo órgão, vinculado à Procuradoria Geral do Município (PGM).
Depois de liderar o ranking de aumentos de outubro – 88,83% –, o tomate respondeu pela maior redução de novembro: 29,88%. Sabão em barra (23,26%), cebola (16,5%) e presunto magro fatiado (15,93%) também custaram menos no período. “Outra surpresa foi o presunto, que registrou o aumento de 28,91% no mês anterior”, destaca Nóris.
A pesquisa de preços dos 51 produtos que compõem o Cesto Básico é baseada em estudo do Núcleo de Pesquisa e Estatística do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (IEPE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, determinada a partir de informações da Pesquisa Orçamento Familiar (POF) realizada pelo IBGE 2002/2003. A pesquisadora constatou que o consumidor pagou R$ 420,74, realizando uma economia de R$ 5,82 sobre outubro, quando os mesmos itens custavam R$ R$ 426,56.
No que diz respeito ao levantamento sobre a Cesta Básica Nacional ou Ração essencial, composta dos 13 produtos, que devem atender as necessidades de uma pessoa durante 30 dias, o valor final ficou em R$ 191,91 – neste caso, o pelotense pagou R$ 0,89 a menos. A chefe do Serviço informa que o item “frutas”, levado em conta para o cálculo da Ração, influenciou bastante a diminuição dos preços, sobretudo pelas reduções apresentadas pelo quilo da banana (11,73%) e da laranja (3,94%). Esta chegou a subir 76,52% em outubro, recuando em novembro. O quesito da pesquisa também abrange os valores cobrados pela maçã e pelo mamão, gêneros de primeira necessidade.
“Salientamos que o último dia útil do mês de novembro foi segunda-feira e ainda não foi possível detectar, de forma mais forte, as consequências das chuvas, o que deve acontecer nos próximos dias”, justifica Nóris. Quanto aos aumentos do Cesto, a educadora assinala a alface, cujo patamar, que despencou da marca dos 49,09% de suba, foi de 21,95%. Os líderes das elevações do mês passado foram o repolho (53,70%) e a cenoura (26,09%).
AUMENTOS EM NOVEMBRO:
Repolho: 53,70%
Cenoura: 26,09%
Alface: 21,95% (em outubro já tinha registrado aumento de 49,09%)
Farinha de trigo: 18,66%
Amaciante de roupa 2L: 18,43%
QUEDAS EM NOVEMBRO:
Tomate: 29,88% (em outubro, o tomate registrou o maior aumento que foi de 88,83%)
Sabão em barra 400gr: 23,26%
Cebola: 16,50%
Presunto Magro Fatiado: 15,93% (em outubro tinha registrado aumento de 28,91%)
Pasta Dental 90gr: 11,86%