Cesto básico e ração essencial sofrem redução acanhada

Por Divulgação 01-07-2009 | 00:00:00
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Depois de dois meses consecutivos de elevação dos valores do Cesto Básico e da Ração Essencial em Pelotas, houve, em junho, uma redução de preços: respectivamente 0,33% e 2% em relação a maio. A pesquisa é realizada pelo Serviço de Educação ao Consumidor do Procon, chefiado pela economista doméstica Nóris Fonseca Finger. Os 54 produtos do Cesto Básico (Cesto Básico/IEPE), informa a educadora, somaram, no mês passado, a quantia de R$ 689,30.

Embora as quedas sejam acanhadas, avalia Nóris, o registro de junho é bastante alentador aos consumidores: De todas as mercadorias do Cesto, a maioria apresentou diminuição de valores – 30 itens –, 20 sofreram aumento e quatro estiveram à venda pelos mesmos preços. Além disso, o custo do feijão, um dos principais alimentos diários do pelotense, despenca ininterruptamente há três meses. “Nestes seis primeiros meses, o valor médio do quilo do produto caiu de R$ 4,23, estabelecido em janeiro, para R$ R$ 2,27 em junho”, afirma a coordenadora do levantamento.

Ainda sobre um breve balanço do primeiro semestre, o Procon divulga que o açúcar mais barato saltou de R$ 1,09 (registro de janeiro) para R$ 1,39, preço praticado pelos estabelecimentos no mês passado. Esta alta, contabiliza Nóris, significa, na hora do “rancho” das famílias pelotenses, o desembolso maior de 27,52%. Sofrendo uma diminuição de 2%, a cotação da Ração Essencial, de R$ 147,77 verificados em maio, baixou para R$ 144,82, calculados em junho. Apesar de itens como o leite tipo C e a cebola estarem mais caros, um maior número de produtos – mais de 50% do total pesquisado – apresentou queda. Alimento básico, o leite encareceu pelo terceiro mês: em abril o valor aumentou 17,32%, em maio subiu 8,05% e em junho bateu o índice de 18,01%.

O Núcleo de Pesquisa e Estatística do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (IEPE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) passou a adotar, a partir da segunda quinzena de maio, uma nova estrutura de consumo dos indicadores do Cesto Básico. Segundo a chefe do Serviço do Procon de Pelotas, ela foi determinada com base em informações da Pesquisa Orçamento Familiar (POF) feita pelo IBGE no período 2002-2003.

Nóris Finger esclarece que o Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas optou por continuar, até o próximo mês de julho – quando completará três anos de pesquisa – utilizando a metodologia anterior. “Torna-se inviável a comparação entre os valores anteriores por se tratar de metodologias diferenciadas”, justifica a responsável pelas pesquisas.

Na divulgação do “comportamento” dos preços de junho, Nóris enfatiza que o Procon de Pelotas, por meio do Serviço de Educação ao Consumidor, efetua a pesquisa da Cesta Básica Nacional desde julho de 2006. “Há três anos, portanto”, frisa a chefe do departamento. A coleta e a análise dos dados era realizada pelo extinto Serviço de Informação e Orientação ao Consumidor (Siocon)-UFPel. “O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza o mesmo levantamento mensal apenas em capitais do País”, acentua.

A pesquisa da Cesta Básica Nacional ou Ração Essencial, composta por 13 produtos que devem atender as necessidades de uma pessoa por mês, segue normalmente, sem alteração. A informação do Procon refere-se ao procedimento do acompanhamento mensal da evolução dos preços dos itens de alimentação, assim como do gasto mensal que um trabalhador tem para adquiri-los.


AUMENTOS:

1)LEITE: 18,01%

2)DESODORANTE SPRAY: 16%

3)CEBOLA: 17,09%

4)BANANA: 13,02%

5)ACHOCOLATADO: 12,21%


QUEDAS:

1)LARANJA: 46,20%

2)CENOURA: 22,87%

3)TOMATE: 22%

4)REPOLHO: 20,83%

5)MAMÃO: 18,87%

6)BATATA: 17,43%

7)FEIJÃO PRETO: 16,85%

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