Chuvas quadriplicam casos de diarreia nas UBSs
O Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SMS) registrou, na última semana, um número quatro vezes maior de casos de diarreia nos pacientes atendidos pelas 54 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Município. Enquanto que na Semana Epidemiológica 44 houve registro de apenas seis casos, na Semana 45 o número subiu para 19 e na última, alcançou 24 registros, o que representa um aumento de 300%. Nenhum caso foi considerado grave.
“A diarreia é o principal sintoma de uma virose. EmPelotas, o aumento provavelmente seja decorrente da mistura de águas ocasionada pelas chuvas das últimas semanas, que acabam por prejudicar o saneamento básico”, ponderou a enfermeira Maria Clotilde Félix, encarregada dos registros de diarreia do Departamento. Ela explica que, semanalmente, cada UBS encaminha à Vigilância Epidemiológica, um relatório detalhado sobre os atendimentos realizados.
De acordo com os relatórios enviados pelos postos de saúde, todos os casos de diarreia receberam tratamento A, ou seja, os pacientes foram orientados a manter uma dieta leve, rica em líquidos, para garantir a hidratação. “Felizmente ninguém entrou no esquema B, que exigiria internação hospitalar e medicação à base de antibióticos”, contou Maria Clotilde.
Embora se tenha conhecimento da existência de comentários, na comunidade pelotense, acerca de uma “nova onda de rotavírus”, a enfermeira explica que esta é uma terminologia específica para infecção primária, isto é, refere-se à primeira infecção intestinal da pessoa, que normalmente ocorre na infância. Acontece de médicos fazerem o diagnóstico com base nos sintomas – e a diarreia também é o principal sintoma do rotavírus -, mas na maioria dos casos é apenas um diagnóstico hipotético, que não chega a ser confirmado.
Com relação aos casos de leptospirose, cujo principal transmissor aos humanos é o rato de esgoto (Rattus novergicus), a Vigilância Epidemiológica informa que, até o momento, não houve alteração na rotina das UBSs.