Cidadania enfrenta relutância para realizar acolhimento

Por Divulgação 19-07-2010 | 00:00:00
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Com as baixas temperaturas a preocupação com a comunidade que vive em situação de extrema vulnerabilidade e risco social, em especial os que vivem em situação de rua, é ainda maior por parte da Secretaria de Cidadania e Assistência Social (SMCas). Medidas para amenizar o sofrimento e mudar a situação destes cidadãos são trabalhadas dia a dia pela pasta, tais como o acolhimento e encaminhamento a abrigos municipais. Conforme o secretário substituto da SMCas, Roger Ney, muitas vezes as assistentes sociais e demais servidores da Secretaria enfrentam relutância para executar o acolhimento, pois muitos se recusam a sair das ruas. “Nos sentimos impotentes. Queremos e temos a obrigação de ajudar, mas eles recusam. Isto é extremante preocupante”, expôs. Ney destaca que atualmente, em especial dois grupos de moradores em situação de rua, tem sido o foco central de preocupações. Um grupo que está vivendo pelas ruas do bairro Lindóia e outro que vive em frente ao Hospital Universitário São Francisco de Paula, ambos com cerca de seis pessoas. “Conversamos com eles, disponibilizamos veículos para encaminhá-los aos abrigos, mas eles se recusam. Estamos muito preocupados com os riscos que eles correm vivendo nesta situação”, declarou. Diante desta relutância, o secretário encaminhou oficio ao promotor de justiça, Paulo Charqueiro, solicitando orientações de como proceder frente ao caso. Ney destaca que o município possui abrigos para atender à população, bem como demais serviços de acolhimento e encaminhamento, com vistas a assegurar uma condição de vida melhor a estas pessoas.

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