Combate à violência é debatido no Restaurante Popular
O Restaurante Popular mais uma vez foi ponto de encontro para integração e para o exercício da cidadania na manhã desta sexta-feira (18), durante a realização de encontro promovido pela Secretaria de Cidadania e Assistência Social (SMCas) e pelo Programa de Prevenção à Violência (PPV), com representantes da Rede de Enfrentamento à Violência.
“Estamos aqui para discutir a violência. Este tema que tem nos preocupado sobremaneira. Claro que um tema como este nos tomaria um tempo incalculável, mas se tivermos encontros assim, contínuos, poderemos avaliar novas formas de abordagem, novas ideias”, destacou a secretária da SMCas, Elizabeth Marques Dias, na abertura das explanações. O inicio do encontro foi marcado com a apresentação da Banda Filhos do Sol, composta por jovens abrigados, e criada por uma iniciativa da Promotoria da Infância e da Adolescência, apoiada pela SMCas, com o objetivo de promover a inclusão social dos meninos por meio da arte.
A assistente social Jussara Häfele apresentou os trabalhos de inclusão social desenvolvidos no Restaurante Popular de Pelotas, tais como oficinas profissionalizantes e palestras, como uma forma de enfrentamento à violência. A delegada regional da Policia Civil, Carla Kuhn, destacou a importância de tais iniciativas e de encontros para discuti-las. “Não podemos deixar de discutir a violência, pois corremos risco da banalização”, enfatizou a delegada.
A delegada da Delegacia de Policia para Mulher, Maria Angélica Gentillini, lembrou que atualmente se pode comemorar a Lei Maria Penha como um marco fundamental para o enfrentamento da violência. Maria Angélica também salientou que tratar sobre o tema não se restringe a agressão física, mas todos os tipos de violência como: cultural, moral, psicológica, sexual e patrimonial. “A violência doméstica acomete todas as camadas sociais. Nas camadas mais baixas os índices registrados são maiores, muitas vezes em função de moradias de um cômodo somente, desemprego e cultura machista. Mas em camadas altas também ocorrem, só que na maioria ficam escondidas por vergonha”, expôs a delegada.
“A violência doméstica tem um ciclo: tensão, explosão, reconciliação. Ela se difere da violência externa, pois o lar teria que ser um lugar de paz e se torna um lugar de guerra, de insegurança, e por isto muitas mulheres acabam não denunciando o agressor”, frisou Maria Angélica. Ela ainda reforçou que o consumo de drogas é comprovadamente um fator que agravante para violência doméstica, lembrando que o uso de álcool, considerada droga licita, é mais grave ainda, pois pode ser comprada em qualquer lugar sem problema algum.
No encontro, a coordenadora executiva do PPV, Júlia Frio, que representou o prefeito Adolfo Antonio Fetter, divulgou o trabalho desenvolvido no Município, também com a distribuição de informativos do Programa. Representantes de toda Rede estiveram presentes ao encontro desta manhã, que de acordo com a secretária da SMCas será realizado novamente.