Comissão de Negociação anuncia novas medidas
Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (13), a Comissão de Negociação composta por membros do Executivo, após longa reunião que avaliou o impacto negativo do movimento que vem sendo realizado pelo sindicato que representa os servidores municipais, e que vem, paulatinamente, prejudicando a comunidade de uma forma geral, deixou claro uma série de novos posicionamentos que serão adotados a partir de agora. Segundo o chefe de Gabinete do Executivo, Abel Abreu Dourado, o sindicato, além de não avaliar a última proposta formulada pela Prefeitura, decidiu retomar as paralisações, que por serem intercaladas, mascaram o real estado de greve em que a categoria se encontra neste momento. Ele explica ainda que o movimento dos municipários pressiona a Câmara de Vereadores no sentido de tentar trancar a pauta da Casa, impedindo que importantes projetos sejam apreciados pelo Legislativo. Frente a esta situação, o Poder Executivo decidiu instruir o líder do Governo na Câmara, vereador Roger Ney, a retirar da pauta de votações o projeto de reajuste salarial dos servidores públicos. Desta maneira, os demais temas podem ser apreciados normalmente pelo Legislativo, sem que a pauta de apreciações seja obstruída. Além desta medida, a Comissão de Negociações determinou ainda que seja realizado um minucioso levantamento acerca das faltas dos servidores paralisados desde o início do movimento, a fim de que seja procedido o desconto dos dias parados e a consequente perda do repouso remunerado. Outra definição tomada pela Comissão diz respeito à total interrupção das negociações enquanto durar o movimento de paralisação, haja visto que o Governo Municipal já esgotou todas as possibilidades financeiras e que não existe a menor possibilidade de ser formulada uma nova proposta. O Chefe de Gabinete frisou, contudo, que tais medidas serão adotadas, não em caráter de retaliação, mas sim como sinal de respeito aos demais servidores, que permanecem desempenhando suas funções, e à comunidade em geral, principal vítima das frequentes faltas ao trabalho de alguns integrantes da categoria.