Comitê do Polo Naval reconhece potencial de Pelotas

Por Divulgação 10-03-2010 | 00:00:00
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Pelotas tem, atualmente, a melhor infraestrutura e, em curto prazo, o maior potencial de expansão para acomodar as indústrias fornecedoras de componentes e equipamentos ao Polo Naval de Rio Grande. A constatação ficou evidente na reunião de hoje (10) à tarde realizada entre a comissão do subcomitê Polo Naval Off Shore – estruturada pela Fiergs para fomento do setor na Zona Sul – e o prefeito Adolfo Antonio Fetter. O chefe do Executivo recebeu o coordenador da Gerência Técnica e do Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás e Energia (CCPGE), Paulo Dias, e o agente de Relações com o Mercado da Federação, Delmar Dallmann. Acompanhados pelo secretário de Desenvolvimento Econômico (SDE), Carlos Mário Santos, e pela engenheira da Secretaria Estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (Sedai), Maria Forneck, os representantes da Fiergs expuseram a meta da entidade: abrir as portas da Petrobras para a indústria gaúcha. “Por que começar por Pelotas? Pela disponibilidade de áreas, por ser polo comercial e educacional e apresentar as capacidades hospitalares, hoteleira, imobiliária e de alimentação”, afirmou o interlocutor da Fiergs. O grupo, formado ainda pelo presidente do Centro das Indústrias de Pelotas, Paulo Leite, e pelo representante do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pelotas (Simep), Eduardo Pinho, visitou glebas identificadas pela SDE. Nestes locais, explicou o titular da pasta, há possibilidade de instalação principalmente das indústrias batizadas como “sistemistas” e as “epicistas” (EPCs – Engineering, Procurement and Construction Contracts). “A Petrobras depende cada vez mais do fornecimento de componentes produzidos e fornecidos por empresas sistemistas, as “first tier suppliers”. Estas fabricantes, por sua vez, adquirem componentes produzidos por companhias que pertencem ao segundo e ao terceiro nível da cadeia produtiva”, avaliou o coordenador do Comitê, Paulo Dias, referindo-se à manufatura de subconjuntos e componentes individuais. O prefeito considerou adequada a aproximação do Poder Público deste tipo de segmento porque, no seu entender, “são elas que acabam por subcontratar corporações especializadas em engenharia, projeto e execução”, gerando novas oportunidades de crescimento aos municípios que as sediam. Sobre o mapeamento da indústria do Rio Grande do Sul, feito pela Fiergs, Fetter cumprimentou a entidade pela iniciativa. “Quando um fornecedor de produtos e serviços tem, indireta ou indiretamente, contrato com a Petrobras, fica habilitado para fazê-lo com qualquer empresa do mundo”, ponderou. Ao afirmar que Rio Grande apresenta um “certo esgotamento para recepção de investidores”, Dias defendeu o crescimento do número de contratadas pela estatal petrolífera, mencionando a Usimec. Especializada em montagem e reforma industrial, gestão de contratos de mão-de-obra e manutenção industrial, a companhia localiza-se no Bairro Simões Lopes e, conforme o coordenador da Fiergs, possui há anos a cultura de operar com a Petrobras. “E embora o fato de se tratar de um mercado praticamente internacionalizado”, ressalvou Carlos Mário Santos. No recém-criado grupo Polo Naval Off Shore, a prefeitura de Pelotas está representada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico. Também são membros o secretário estadual da Ciência e Tecnologia, Artur Lorentz; o secretário-adjunto estadual do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Josué Barbosa; o assessor jurídico da secretaria estadual de Infraestrutura e Logística, Eduardo Krause; o prefeito de Rio Grande, Fabio Branco; autoridades portuárias dos municípios envolvidos; e representantes de órgãos ambientais e do polo naval de Rio Grande.

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