Encontro faz parte das etapas de construção do Plano de Mobilidade Urbana de Pelotas com enfoque na região

Congresso versa acerca do transporte rodoviário

Encontro faz parte das etapas de construção do Plano de Mobilidade Urbana de Pelotas com enfoque na região

Por Autor desconhecido 19-07-2018 | 09:38:41
Tags: seminário técnico mobilidade regional , plano de mobilidade urbana de pelotas

      As rodovias que se interligam com Pelotas, o transporte de passageiros e os desafios da mobilidade regional foram os temas debatidos, na tarde dessa quarta-feira (18), no 3º Seminário Temático do Plano de Mobilidade Urbana de Pelotas, intitulado “Mobilidade Regional – atualidade e perspectivas”.

      O encontro, que ocorreu no Salão Nobre da Prefeitura, iniciou-se no turno da manhã, com pronunciamentos sobre os trasportes aéreo, hidroviário e de passageiros por trem (confira aqui a reportagem da primeira parte do evento).

Representantes de instituições que fazem manutenção e fiscalização das estradas abordaram perspectivas — Fotos: Marcel Ávila

Rodovias: responsabilidade compartilhada

      O painel Rodovias abriu as discussões da tarde, com exposições de representantes de diferentes instituições que trabalham em manutenção e fiscalização das estradas da Região Sul do Estado.

      O chefe de serviço da unidade de Pelotas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Wladimir Casa, apresentou as obras realizadas, em andamento, e as previsões de futuras intervenções estruturantes para atender as necessidades de mobilidade que ainda surgirão.

      Casa exibiu um vídeo, produzido pela equipe do Dnit, com as obras efetuadas no entorno de Pelotas, onde foi feita duplicação da estrada, instalação de viadutos e passarelas para pedestres, modificando o trânsito em cada uma das entradas da cidade. Segundo ele, o viaduto de acesso próximo à avenida Viscondessa da Graça, no bairro Simões Lopes, deve ser o próximo a ter o trânsito liberado.

      Questionado sobre o porquê da demora para finalização de algumas delas, o representante do Dnit explicou que o Departamento depende de verbas oriundas da União, e que muitos projetos estão prontos para serem executados, aguardando apenas a liberação dos recursos.

      Gerente de engenharia da Ecosul, Jean Rodrigues abordou o trabalho realizado pela empresa. O programa de reduções de acidentes, que inclui constante manutenção das estradas, estudo de quais tipos de sinalização são os mais adequados e campanhas de conscientização no trânsito, é um dos principais desafios. A concessionária é responsável pela manutenção e pelo atendimento aos usuários do Polo Rodoviário de Pelotas, que compreende a BR 116, no trecho entre Camaquã e Jaguarão, e a BR 392, entre Rio Grande e Santana da Boa Vista

A mudança cultural para um trânsito mais seguro passa pela educação dos motoristas", afirma Rodrigues.

      Órgão estadual que fiscaliza o transporte de passageiros nas rodovias, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) também marcou presença no evento. O engenheiro Jorge Oleques Jr. explanou acerca dos tipos de condução que realizam o serviço – linhas regulares de ônibus; ônibus fretados, que fazem o transporte de estudantes, por exemplo; e os ônibus de empresas de Turismo.

      A atuação do Daer é focada em fiscalizações nas estradas. Eventos como o carnaval, a semana farroupilha e procissões religiosas são momentos em que a instituição entra em ação, visando garantir a segurança do cidadão em deslocamento. Oleques Jr. observou, também, que o número de usuários de ônibus de linhas regulares vem diminuindo nos últimos anos no Brasil inteiro.

      Representante da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Danilo Rossi versou sobre o trabalho da fundação na Aglomeração Urbana do Sul (Ausul), composta por Pelotas, Rio Grande, São José do Norte, Capão do Leão e Arroio do Padre. O órgão é responsável pela regulação do transporte entre estes municípios, sobretudo nos veículos coletivos cujo deslocamento se efetiva entre eles.

Desafios para criação do Plano de Mobilidade

      A diretora de desenvolvimento urbano da World Resources Institute (WRI) Brasil, Nívea Oppermann, palestrou sobre a importância de uma rede multimodal integrada, capaz de ligar Pelotas com as cidades vizinhas. Para isso, é preciso que o Plano de Mobilidade Urbana preveja integração institucional entre os envolvidos com os diferentes modos de transporte, para que seja possível pensar em integração tarifária e de toda a estrutura.

Debate incluiu alinhamento do Plano de Mobilidade com o Plano Diretor — Fotos: Gustavo Mansur

      Nívea explicou que a Mobilidade Urbana é uma Função Pública de Interesse Comum (FPIC), pois envolve necessidades de diversos municípios, e as mudanças na modalidade de uma cidade acaba afetando o município vizinho, por isso é importante debater o tema numa abrangência regional.

A mobilidade começa muito antes do que imaginamos; quando se decide a largura de uma rua, o tipo de ocupação do solo da cidade, a implantação de um empreendimento, o que torna, portanto, relevante o alinhamento do Plano de Mobilidade com o Plano Diretor”, completa a diretora.   
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