Consumidor paga menos por cesto básico e ração essencial
Completando três anos de pesquisa fundamentada na metodologia do Núcleo de Pesquisa e Estatística do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (IEPE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para o Cesto Básico, o Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas divulga nova queda do valor dos 54 produtos que o compõem: 0,60% registrados em julho, em relação ao mês de junho. Os custos, conforme pesquisa sob responsabilidade da economista doméstica Nóris Fonseca Finger, chefe do departamento, foram de R$ 685,17 em julho e de R$ 689,30 em junho.
Uma das principais surpresas nas prateleiras, a laranja, depois de responder pela maior queda em junho – de 46,20% –, protagonizou o maior aumento entre todos os produtos pesquisados no mês passado: 29,35%. Outros destaques do levantamento efetuado pelo órgão, o tomate, a batata inglesa e o leite tipo C, vilões em vários meses de elevações consecutivas, sofreram as diminuições respectivas de 9,23%, 13,89% e 13,16% no período. Já o preço do feijão, que despencou ininterruptamente em períodos de até quatro meses – chegando a custar a metade –, subiu de modo significativo para o bolso do consumidor: encareceu 11,89% no mês passado.
“Em julho de 2006, quando foi realizada a primeira pesquisa pelo Procon, o valor do Cesto foi de R$ 526,43, representando uma diferença de R$ 158,74 nestes três anos”, informa Nóris. Segundo a economista, faz-se necessário comparar preços em diversos supermercados a fim de realizar uma economia real no final do mês. O consumidor, recomenda a educadora, deve também observar os estabelecimentos que estão de acordo com as determinações do Decreto Federal 5.903/06, mais conhecido como a Lei da Precificação.
Exemplos de conformidade com a legislação são a facilidade de visualização dos preços e a manutenção de leitores de códigos de barras em perfeitas condições de uso. “A concorrência acirrada entre as companhias faz com que cada loja realize ofertas com produtos diferentes”, avalia Nóris.
O valor da Ração Essencial, composta por 13 alimentos, passou de R$ 144,82, contabilizados em junho, para R$ 141,61 em julho, apresentando a redução de 2,22%. De acordo com a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas, esta pesquisa, também denominada Cesta Básica Nacional, acompanha mensalmente a evolução dos preços dos itens alimentícios e o gasto mensal do trabalhador para aquisição de todas as mercadorias que o compõem.
“Os produtos devem atender as necessidades de uma pessoa por mês”, esclarece. Enquanto o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz o levantamento da Cesta Básica Nacional nas capitais do País, o Procon de Pelotas, por meio do Serviço de Educação ao Consumidor, realiza a pesquisa a Ração há exatos três anos com base no modelo do Dieese. Antes de julho de 2006, quando os produtos estavam cotados em R$ 122,94 (uma diferença de R$ 18,67 sobre os cálculos atuais), a atividade era desempenhada pelo extinto Serviço de Informação e Orientação ao Consumidor (Siocon-UFPel).
AUMENTOS EM JULHO DE 2009:
1) Laranja: 29,35%
2) Queijo fatiado: 29,25%
3) Mamão formosa: 28,49%
4) Iogurte com sabores: 11,90%
5) Feijão preto: 11,89%
QUEDAS EM JULHO DE 2009:
1)Presunto Magro fatiado: 26,66%
2)Alface: 18,31%
3)Batata Inglesa:13,89%
4)Leite Tipo C: 13,16%
5)Tomate: 9,23%
DEZ PRODUTOS QUE APRESENTARAM AUMENTOS
MAIS SIGNIFICATIVOS NOS ÚLTIMOS TRÊS ANOS:
1) Sabão em barra: 203,45%
2) Queijo Fatiado: 91,49%
3) Leite Tipo C: 66,67%
4) Feijão Preto: 61,78%
5) Carne de frango: 53,96%
6) Pão: 50%
7) Ovos de granja: 46,51%
8) Papel Higiênico: 44,98%
9) Batata Inglesa: 43,52%
10) Carne Bovina: 43,07%
APENAS quatro produtos apresentaram redução de preço e NENHUM destes faz parte do grupo de alimentos. São eles:
1) Absorvente íntimo: -38,18%
2) Sabão em pó: -17,16%
3) Lã de aço: -13,30%
4) Detergente Líquido: -6,19%