Corrente da Leitura provoca "invasão" de livros em Pelotas

Por Divulgação 28-10-2010 | 00:00:00
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A equipe de jornalistas da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) terá uma tarefa a mais nessa manhã de sexta-feira (29) – Dia Nacional do Livro. Logo após o início do expediente, os profissionais lotados na Secom se reunirão em frente à Prefeitura e sairão pela área central para deixar livros, aleatoriamente, em locais públicos. O objetivo, segundo o secretário municipal de Comunicação, Luiz Carlos Freitas, é disseminar a leitura e os livros, por meio da Corrente da Leitura. O movimento é aberto a todos que quiserem participar. Segundo ele, basta trazer alguns livros de casa e unir-se ao grupo, que estará na frente do prédio da Prefeitura por volta de 8h30. “Nessa sexta-feira de manhã, quando a população se deparar com dezenas de livros espalhados por diversos locais da cidade, não há motivo para pânico, susto ou desconfiança”, brinca o secretário. “As pessoas que encontrarem os livros podem pegá-los, porque o livro é delas e é grátis. Mas, que fique bem entendido, a obra é dela até a pessoa acabar de lê-la. Depois disso, o compromisso é recolocar a obra em algum lugar público, fazendo o processo se repetir”, salienta. Ele destaca que a data é emblemática, por ser o dia consagrado ao livro e em função da abertura da Feira do Livro de Pelotas. Freitas conta que já existem iniciativas semelhantes em várias partes do mundo, inclusive no Brasil. A ideia de repetir a experiência em Pelotas foi proposta aos jornalistas da Secom e logo encampada pela equipe, destaca. “A Corrente da Leitura” visa promover o hábito de ler, por meio de um projeto simples e abrangente, capaz ainda de despertar a cidadania e a responsabilidade, uma vez que remete ao compromisso de pegar o livro, ler e em seguida passá-lo adiante, de forma a permitir que mais e mais pessoas possam ter contato com a literatura. Entre as obras distribuídas estão 50 exemplares disponibilizados por Freitas, de sua última obra, intitulada Odeio muito tudo isso. “Eu e os colegas da Secom esperamos que esta iniciativa seja o embrião de um movimento que envolva cada vez mais gente, fazendo com que a prática da leitura se dissemine por toda a cidade. Portanto, nesta manhã de sexta-feira deixaremos os livros em lugares públicos, com o pedido, por meio de bilhete impresso, para que a pessoa que o encontrar, depois de ler o exemplar, devolva-o à rua, a fim de que o processo se repita sucessivamente”.

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