Dia de combate ao tabaco é dedicado aos fumantes passivos
Pelo menos sete pessoas morrem todos os dias no Brasil por inalação passiva à fumaça do cigarro. É por essa razão que os esforços no Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado amanhã (29), serão voltados principalmente a mostrar os malefícios do tabaco aos não-fumantes. Com o tema “Ambientes 100% livres de fumo: um direito de todos”, as ações em Pelotas começam às 14h, no calçadão da Andrade Neves.
Até às 17h representantes da Secretaria de Saúde e universidades Federal e Católica de Pelotas estarão no Centro para divulgar a existência da lei federal que proíbe o fumo em ambientes coletivos fechados, além de buscar apoio na luta pela ampliação das restrições impostas por esta lei. Informações divulgadas pelo Ministério da Saúde comprovam que a ventilação do ar em ambientes fechados não reduz os malefícios da exposição à fumaça, e que os não fumantes respiram os mesmos elementos tóxicos da fumaça inalados por fumantes ativos.
O tabagismo passivo é responsável pela morte de pelo menos 2,6 mil brasileiros todos os anos. É a terceira maior causa de morte evitável no mundo, atrás apenas do fumo ativo e do consumo de álcool. Entre os principais causadores de óbitos estão as doenças cérebro-vasculares – os riscos aumentam em 23% -, isquêmicas e o câncer de pulmão.
Tabagismo no Brasil (fonte: Ministério da Saúde)
- No Brasil, 200 mil mortes anuais são causadas pelo tabagismo;
- Hoje, 16% da população brasileira adulta é fumante. Isso representa uma diminuição de quase 50% no número de fumantes desde 1989;
- Os homens apresentaram prevalências mais elevadas de fumantes do que as mulheres;
- A concentração de fumantes é maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo do que entre pessoas com oito ou mais anos de estudo;
- O cigarro brasileiro é o 6º mais barato do mundo;
- Cerca de 8% dos gastos com internação e quimioterapia no Sistema Único de Saúde são atribuídos a doenças relacionadas ao consumo do tabaco. Somente com esses dois procedimentos, o governo gasta R$ 338,6 milhões.