13ª edição do evento anual vai acontecer nos dias 15, 16 e 17 de agosto com o tema “Patrimônio é onde a infância vive!”

Dia do Patrimônio amplia conceito de patrimônio a partir da infância

13ª edição do evento anual vai acontecer nos dias 15, 16 e 17 de agosto com o tema “Patrimônio é onde a infância vive!”

Por Joice Lima 31-07-2026 | 14:12:26
Tags: Dia do Patrimônio , Cultura

A 13ª edição do Dia do Patrimônio, realizada pela Secult de 15 a 17 de agosto, terá como tema "Patrimônio é onde a infância vive!". A proposta da Secretaria de Cultura (Secult), organizadora do evento anual, é ampliar o conceito de patrimônio, reconhecendo que a memória da cidade também é construída pelas experiências, brincadeiras e vínculos das crianças com os espaços urbanos, e também posicionar o Dia do Patrimônio como uma ação contemporânea de política cultural, na qual a cidade é compreendida como espaço vivo e a infância como dimensão estruturante da memória e do pertencimento. 

“Ao colocar as crianças no centro das experiências, o Município de Pelotas reafirma seu compromisso com uma cidade mais inclusiva, sensível e orientada para o futuro”, afirma a secretária de Cultura, Carmem Vera Roig.

Voltado principalmente ao público infantil, o evento promoverá atividades culturais, educativas e participativas no Centro Histórico de Pelotas, envolvendo escolas, famílias e a comunidade. A iniciativa reúne diversas secretarias municipais, universidades, IFsul e entidades parceiras, fortalecendo a integração entre cultura, educação e urbanismo e reafirmando o compromisso com uma cidade mais inclusiva e voltada ao futuro. 

“Mais do que celebrar o passado, o evento busca instigar a reflexão sobre o futuro da cidade que está sendo construída, onde a criança é o agente ativo nesta produção”, explica Carmem Vera. A secretária destaca que os prédios históricos, os monumentos e as tradições são fundamentais, mas eles só ganham sentido quando são vividos pelas pessoas. Segundo ela, é na infância que esse sentimento de pertencimento começa a ser construído, por meio das brincadeiras, dos encontros e das descobertas que fazemos nos espaços da cidade.

Daí, a ideia é ampliar o conceito de patrimônio, reconhecendo a cidade como um lugar de memória, convivência e afeto. Se desejamos preservar nosso patrimônio, precisamos também preservar o direito das crianças de viver plenamente a cidade, de brincar, de criar memórias e de desenvolver um sentimento de pertencimento aos lugares onde vivem. Patrimônio não é apenas aquilo que recebemos das gerações anteriores, é também aquilo que deixaremos para as próximas. E cuidar da infância é, talvez, a forma mais importante de preservar esse futuro”, reflete.

Diretora de Memória e Patrimônio da Secult, Simone Delanoy pondera que “ao reconhecer a infância como patrimônio, ampliamos o próprio conceito de patrimônio: não apenas aquilo que herdamos materialmente, mas também aquilo que nos forma, nos vincula e nos humaniza. Cuidar da infância, portanto, é um gesto de preservação — do presente e daquilo que continuará a nos constituir no futuro”.

A programação desta edição destacará ações que motivem sobretudo a participação infantil, além de conversas visando o planejamento municipal: roda de conversas; atividades de desenhar cidade; Rua de Brincar – Centro Histórico; oficinas para registro de patrimônio com alunos de escolas municipais; exposições; apresentações artísticas culturais; feiras; peça infantil teatral no Theatro Sete de Abril; pintura de muro de escola municipal, a partir da participação de estudantes do IFSu e distribuição de materiais de divulgação, além da visitação em prédios históricos públicos, institucionais e privados. 

A maior parte das atividades será realizada no Centro Histórico de Pelotas e Parque da Baronesa. A Secult informa que a programação completa e os formulários de inscrição para os Agentes do Patrimônio, atividades em prédios históricos e inscrições em oficinas serão divulgados posteriormente.

Foto: Ricardo Bandar

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