Dicas do Procon evitam contaminação de alimentos

Por Divulgação 21-10-2009 | 00:00:00
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Atenta à necessidade de incentivar a não contaminação de alimentos, a equipe do Procon de Pelotas, vinculado à Procuradoria Geral do Município (PGM), divulga recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde. Uma das principais advertências da agência diz respeito à modalidade cruzada, que geralmente ocorre quando os mesmos utensílios são usados, sem lavagem, para manipular produtos diversos.

Chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do órgão, Nóris Finger, ao analisar as principais orientações, esclarece que o motivo está no fato de carnes cruas, verduras e legumes conterem microorganismos capazes de provocar enfermidades. Levantamento do Ministério da Saúde apresenta a conclusão de que os itens crus respondem por 34,5% dos surtos de doenças transmitidas por alimentos no País.

Por isso, informa Nóris, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prescreve que os itens in natura sejam armazenados e dispostos em separado dos cozidos. Para minimizar alguns riscos, a Anvisa determinou a obrigatoriedade da inscrição, nas embalagens de ovos, das expressões "O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde" e "Manter os ovos preferencialmente refrigerados".

Outra dica diz respeito ao acondicionamento de carnes, peixes, verduras, legumes, ovos, temperos, entre outros, em potes ou embalagens descartáveis que tenham tampa. “O material de cozinha tem de ser diferente para a manipulação de produtos distintos”, assinala a chefe do departamento do Procon. “E não se esqueça: higienize bem todos os objetos e as mãos antes e durante a preparação das refeições”, relembra Nóris.


DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS:

O Ministério da Saúde classificou as Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) e pesquisou as origens das infecções: bactérias, toxinas, vírus e parasitas. O órgão federal também catalogou os envenenamentos por toxinas naturais, como cogumelos venenosos, de algas e peixes, e produtos químicos, destacando-se agrotóxicos e chumbo.

Principais causadores: Salmonella, Escherichia coli patogênica e Clostridium perfringers, pelas toxinas do Staphylococcus aureus e Bacillus cereus.

Sintomas: falta de apetite, náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais e febre. Há casos em que outros órgãos e sistemas são atingidos, além do intestino, como o fígado (hepatite A), terminações nervosas periféricas (botulismo) e má formação congênita (toxiplasmose), entre outros.

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