Dicas do Procon para compras de Páscoa econômicas e seguras
Em datas festivas, como a alusiva à Páscoa comemorada neste domingo (24), o mercado varejista está ficando cada vez mais sofisticado e variado. Uma diversidade de ovos de chocolate está à venda nas lojas de Pelotas, em apresentações que vão dos tradicionais ao leite, passando por trufados e mesclados, chegando aos modelos com brindes. Artesanais ou industrializados, esses produtos não podem ser fornecidos com rótulos que não contenham informações como peso líquido, composição em conformidade com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dados do fabricante de data de validade. O amparo legal está no Código de Defesa do Consumidor (CDC), conforme a chefe do Serviço de Educação ao Consumidor do Procon de Pelotas. “Recomendamos pesquisa de preços, depois de uma lista de tipos de ovos e os nomes dos familiares e amigos que serão presenteados. Os valores, pelos mesmos itens, variam muito de loja para loja”, afirma a economista doméstica. A listagem torna-se estratégica para um planejamento de gastos e uma consequente preservação do orçamento doméstico. Uma dica útil no intento de economizar, de acordo com o Procon, é não levar as crianças para fazer as compras de Páscoa, já que estão muito influenciadas pelas ações de propaganda e marketing de vendas. Selo do Inmetro e idade adequada são obrigatórios no caso de mercadorias acompanhadas por brinquedos. “Como as numerações indicadas pelos fabricantes, nas embalagens, não são equivalentes entre as marcas, o consumidor precisa observar atentamente o peso de cada um”, adverte a educadora do Procon. A exemplo de qualquer outro alimento, os ovos de chocolate têm de ser armazenados e expostos adequadamente. Devem ficar longe de produtos de higiene ou de forte cheiro e de fontes de calor, evitando, assim, alterações na composição. Os artigos que ficam pendurados nas entradas dos estabelecimentos – cuja maioria não é especializada em produtos desta natureza – geralmente não estão sob o abrigo do sol e de outras intempéries. No supermercado ou na lojinha de “R$ 1,99”, faz-se necessário distanciá-los de desinfetantes, perfurmaria, entre outros gêneros a fim de evitar adulteração. Ao verificar sinais de violação, entre eles rasgões, amassados e furos, o comprador deve, imediatamente, rejeitar a possibilidade de aquisição. “Só com a embalagem de fábrica preservada tem-se a garantia de que existe proteção de insetos e outros tipos de fontes de contaminação”, ressalta Nóris. Segundo nota técnica do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), chocolates com recheios de frutas tendem a perecer com maior facilidade e, por isso, a verificação do prazo de validade é necessário. Outra advertência do órgão, vinculado à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, refere-se às versões diet e light. Estas nomenclaturas não significam, necessariamente, que sejam isentos ou tenham percentual reduzido de açúcar ou energia. “A Anvisa esclarece que, embora alguns não possuam açúcar, apresentam mais gordura do que os convencionais”, frisa Nóris. Versões em barra, colombas, ovos ou bombons caseiros. Em qualquer uma destas apresentações, o fornecedor é forçado, por lei, a seguir regras do CDC e a emitir nota fiscal ao consumidor. “Sempre reiteramos que, em todos as relações de consumo, esta é única segurança para eventualidades de troca ou reclamações”, reforça a chefe do departamento do Procon. Nóris sugere que se peça para conhecer as cozinhas em que se produzem as modalidades artesanais, checando as condições de higiene e o cumprimento das normas impostas pela Vigilância Sanitária.