Doceiros usarão câmaras frias e caldeiras da antiga Vega

Por Divulgação 09-12-2009 | 00:00:00
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O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Mário Santos, faz nova visita, nesta quinta-feira (10) pela manhã, aos técnicos do Departamento de Administração do Patrimônio do Estado da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos do Rio Grande do Sul. A missão, desta vez, é auxiliar na finalização da avaliação do prédio da antiga fábrica Vega, futura sede do Shopping do Doce de Pelotas. Segundo ele, o trâmite é indispensável ao processo de adjudicação de metade da área do imóvel que, por meio de acordo entre os poderes Executivo municipal e estadual, será cedida em regime de comodato para o projeto em concepção.

“Vamos discutir questões pertinentes, como o estabelecimento de alguns parâmetros e aspectos técnicos para tornar útil o fracionamento da planta”, informa o titular da pasta municipal.

Santos se refere também às estruturas de vapor e de câmaras frias, bem como de energia elétrica, deixadas pela indústria. A administração municipal prevê o aproveitamento da parte operacional herdada, que precisará ser dividida, no mínimo, entre 30 pequenos fabricantes.

A prefeitura e os proprietários da Vega já haviam assinado, em 2006, o protocolo de intenções que estabelece a utilização de espaço da unidade industrial, por parte do Poder Público. Uma dívida de mais de R$ 3 milhões somente em ICMS, com o governo do Estado, levou os industriais a negociarem a transferência da titularidade do imóvel ao patrimônio estadual.

Idealizado pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter em regime de associativismo, o Shopping do Doce funcionará em endereço bem próximo ao Centro de Eventos Fenadoce. Beneficiar entre 30 e 50 famílias, estimulando-as ao ingresso no mercado formal, consiste no principal benefício. Incentivar autonomia, geração de trabalho e garantia de renda mensal pertencem à linha mestra do plano de governo estabelecido tendo em vista o desenvolvimento econômico do município. A adaptação do edifício exigirá investimentos aproximados de R$ 120 mil, embora a SDE precise reavaliar as condições de todas as instalações.

As atividades dos microempresários serão produção e comercialização, de acordo com o projeto que integra o plano de reconversão industrial, implantado pela secretaria. O prefeito espera a média de 3.700 empregos, entre diretos e indiretos. Uma das estratégias de venda consiste na adaptação do novo ponto de manufatura na BR 116. Visitantes, representantes comerciais, viajantes e turistas encontrarão docinhos típicos de Pelotas, geléias, frutas cristalizadas, tortas, compotas, entre outros gêneros alimentícios.

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