Economia do Charque permanece em exposição na Secult
O processo produtivo do charque, primeira base econômica do município, permanece em exposição até o próximo dia 30, nas dependências do Bistrô da Secretaria de Cultura (Secult). A mostra acontece por intermédio de parceria entre o Museu do Charque e a própria Secult.
Por intermédio de banners, todos assinados pelo artista plástico Danúbio Gonçalves, os visitantes da mostra têm a oportunidade de conferir todos os passos do processo produtivo que transformou o charque pelotense no principal produto comercializado à época e sua estreita relação com o desenvolvimento do estado como um todo. A técnica adotada pelo artista para contar esta história é a xilogravura de topo, cujas gravuras fazem parte da série “Xarqueadas”, produzidas em 1953.
As gravuras e desenhos expostos constituem-se em importantes documentos históricos e artísticos de preservação da memória das charqueadas, pois registram os últimos momentos do processo produtivo artesanal do charque, além de, terem servido de inspiração para a criação do próprio Museu.
O charque produzido em Pelotas, além de abastecer outros estados da Federação e o exterior, servia também como alimento oferecido aos escravos em todo o país e em outros que também mantivessem o sistema escravista, sobretudo o Caribe. À época, eram abatidas, nas 22 charqueadas existentes (1820), em média de 400 mil cabeças de gado ao ano.
Os textos que acompanham as imagens expostas são de autoria de José Antônio Mazza Leite e a produção do trabalho está sob a responsabilidade da equipe formada por Daniela Pieper, Henrique Pires e Academia Stella Martinelli (Artes Visuais do IAD/UFPel). A mostra pode ser visitada de segunda à sexta-feira, das 12h30 às 18h30, nas dependências do Centro Cultural Adail Bento Costa.