Parceria possibilitará às mulheres participação em oficinas de profissionalização

Egressas do Presídio poderão ter chances de geração de renda

Parceria possibilitará às mulheres participação em oficinas de profissionalização

Por Autor desconhecido 14-02-2019 | 10:49:01
Tags: retrate , pacto pelotas pela paz , oficinas profissionalizantes , egressas

Uma segunda chance. É isso que o Pacto Pelotas pela Paz propõe aos apenados e egressos do sistema prisional, através de iniciativas como o ‘Mão de Obra Prisional’ (premiado nacionalmente), que já recuperou 24 unidades de saúde em Pelotas. Nesta semana, um passo importante foi dado em direção à oportunidade de profissionalização e geração de renda para egressas do Presídio Regional de Pelotas (PRP).

A primeira conversa sobre o assunto ocorreu nessa quarta-feira (13), quando integrantes e o presidente do Conselho da Comunidade dos Apenados, José Luiz Barella, visitaram as atuais instalações do projeto ‘Reabilitação, Trabalho e Arte’ (Retrate) – serviço ligado ao setor de Saúde Mental, da Secretaria de Saúde – para conhecer as atividades ali realizadas.  

Fotos: Igor Sobral

A ideia é estabelecer uma parceria com a Prefeitura para oferecer oficinas profissionalizantes destinadas a apenadas que deixam o PRP e se interessam por cursos de artesanato e panificação, por exemplo. “É uma forma de dar condições e preparo para que elas se qualifiquem e consigam gerar a própria renda”, destaca o idealizador do MOP em Pelotas, Leandro Thurow.

Em seguida, o grupo foi visitar um prédio, localizado na avenida Saldanha Marinho, que poderá sediar o Retrate futuramente, depois de reformado pela mão de obra prisional. O local originalmente serviria como sede para o Centro Integrado de Penas Alternativas (Cipa), mas este será instalado no Foro de Pelotas.

Prefeitura, Conselho e PRP

Desta forma, surgiu o plano de transferir um serviço já consolidado da Prefeitura para o espaço e, assim como na proposta inicial, mantê-lo ligado ao Pacto Pelotas pela Paz. “Ainda conseguiríamos economizar recursos ao deixar de pagar o aluguel do prédio atual, o que seria ótimo, considerando a nossa preocupação em conter gastos”, afirma Thurow.

Agora, Prefeitura, Conselho e PRP devem articular a forma de colocar em prática a iniciativa, beneficiando as egressas do sistema prisional e abrangendo, ainda mais, a atuação do Retrate – atualmente, cerca de 40 mulheres são vinculadas às oficinas e outras centenas já passaram pelo projeto. Algumas, já estão inseridas no mercado de trabalho formal e outras gerenciam seu próprio negócio, com lojas físicas e virtuais.  

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