Égua doada pela SSUI vive bem e feliz

Por Divulgação 15-12-2015 | 00:00:00
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Três meses após participar do processo de adoção de cavalos recolhidos das ruas ou por maus tratos realizado pela Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura (SSUI), Paulo e Margarete Casaretto já percebem as mudanças em Guria – nome que deram à égua escolhida por eles. À primeira vista, a melhora na pelagem é o que mais chama a atenção. Margarete conta que, ao trazerem Guria para casa, a temperatura amena não permitiu que a lavassem. Mesmo assim, a alimentação adequada, baseada em ração e pasto, fez com que a aparência do animal se renovasse. A adaptação ao sítio e aos outros dois cavalos que ali vivem também foi fácil. “É uma pena não termos filmado o dia em que juntamos os três. Eles se cheiravam, davam leves coices, parecia que estavam brincado”, conta Paulo. Margarete lembra que ao passar pela Hospedaria de Grandes Animais, onde os cavalos recolhidos ficam até serem retirados pelos donos ou doados, sentia pena dos bichos. Ao ir até lá, foi recebida pelo veterinário responsável, José Carlos Bunselmeyer, que lhe falou do processo de adoção. “Adotar é uma coisa maravilhosa. Se eu pudesse, traria outros para cá”, afirma. Na época, os profissionais da Hospedaria acreditavam que a égua estivesse prenha, o que não se confirmou. O casal desconfia que agora, no entanto, após a convivência com o cavalo do sítio, um potro esteja a caminho. “Quando criança, tinha medo de andar a cavalo. Se a Guria estiver mesmo prenha, quero criar o animal desde pequeno para me ajudar a superar esse trauma”, diz Margarete. O casal participou da segunda doação realizada pela SSUI. No total, dez animais foram doados. “No dia em que adotamos a Guria liguei para o meu filho, que mora em Santa Catarina, e comemoramos juntos”, relembra. “Hoje ela tem garantida uma aposentaria confortável”, diz Margarete. Ao assinar o termo de adoção, os adotantes se comprometem a não usar o animal para trabalhos forçados. Para ela, esse é o principal ponto para quem deseja cuidar de um cavalo fragilizado ou de idade avançada: proporcionar conforto. “A melhor parte de tudo isso é vê-la feliz.” Para se candidatar a adotar, os interessados devem se dirigir até a Hospedaria, localizada na BR-392, ao lado do Canil Municipal, das 14h às 17h, e fazer um cadastro que deve atender dois pré-requisitos: ter o registro de produtor rural e uma propriedade rural. É fundamental estar disposto a garantir uma boa qualidade de vida aos animais.

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