Empresa europeia quer captar fundos para Zona Sul

Por Divulgação 14-09-2009 | 00:00:00
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A “vontade” política e as mais de 800 ações planejadas e em execução pela administração municipal estão atraindo o interesse de companhias europeias. O empresário do setor da arquitetura, Augusto Portugal, e o diretor da Companhia Nacional de Projetos e Obras (CNPO), Antonio de Abreu e Silva, apresentaram ao prefeito Adolfo Antonio Fetter, na tarde de hoje (14), o interesse da empresa portuguesa Antônio José Sá de tornar-se consultora da prefeitura. Mais especificamente, detalharam os executivos, atuando na elaboração de projetos e captação de fundos junto a instituições, como o Banco Mundial.

Representantes no País da fornecedora de serviços, cujo foco é infraestrutura, informaram ao prefeito a intenção de prospectar negócios referentes a toda a Zona Sul. “Se o governo”, declarou Fetter, “puder ser merecedor, sem custos aos cofres públicos, de planejamentos de empresas renomadas na Europa e em outros continentes, ganharemos com mais uma parceria”.

As prefeituras de Pelotas e Rio Grande foram as primeiras a serem procuradas na região sul em razão do adiantamento de ambas na instauração de operações voltadas à otimização dos serviços e busca de melhores resultados. Um dos exemplos, acentuou Abreu e Silva, é a sociedade firmada entre ambas por meio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), cuja meta é reduzir despesas e, consequentemente, aumentar receita.

Esclarecendo que o Planejamento Estratégico da Administração consiste numa coleção, ano a ano, das principais ações, o prefeito delegou à secretária adjunta de Coordenação e Planejamento, Berenice Martinez Nunes, presente no encontro, a tarefa de entregar cópias de vários documentos a fim de subsidiá-los. Entre os principais, elencou o trabalho de autoria dele, que indica também as potencialidades de Pelotas e cidades vizinhas; o mapa estratégico do movimento Novo Sul-RS, que congrega mais de 15 municípios em busca de melhores gestões; e o “Rumos 2015” da Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado, implantado para mapear a organização territorial e os potenciais de cada área.

Ainda segundo Fetter, todos estes levantamentos se complementam porque “sinalizam os grandes ‘motores’ do crescimento socioeconômico da parte sul do Estado”. Na reunião, da qual participou ainda o coordenador geral da Unidade Gerenciadora de Projetos, Jair Seidel, o prefeito referiu-se ao estudo concebido por ele em 2005. “A conclusão aponta alternativas para o desenvolvimento regional e pode ser muito útil na formulação de novas propostas”, afirmou o chefe do Executivo.

Sobre a procura dos gestores de Pelotas, Seidel mencionou a importância de os consultores conhecerem, adicionalmente, alguns empreendimentos do Projeto Pelotas Polo do Sul que, embora detalhados no Planejamento Estratégico local, vão gerar impacto na Zona Sul. “A implementação do Parque Tecnológico terá abrangência regional, ou seja, efeitos pra lá das fronteiras do município, atual polo educacional e de pesquisa”, assinalou o coordenador da UGP.

Sobre o alcance de proposições levadas pela Antonio José Sá aos provedores de verbas, como BID e Banco Mundial, Augusto Portugal advogou: “Quanto mais regional, melhor.

Queremos discutir com as 23 prefeituras todas as demandas e vocações”, disse. “Os técnicos analisam os planos, fazem adequações, esquematizam e encaminham os projetos finais, por exemplo, ao Banco Mundial a fim de pleitear recursos”, explicou Abreu e Silva.

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