Encontro Municipal discutirá Mortalidade Infantil
Nesta sexta-feira, dia 26, às 19h30min, no auditório central da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Campus I, o 3º Encontro Municipal de Redução da Mortalidade Infantil congregará esforços e mobilizará os profissionais envolvidos com a atenção materno-infantil a fim de discutir “Como diminuir a mortalidade infantil: o papel do obstetra e do pediatra”. Promovido pelo Comitê Municipal de Investigação de Óbito Infantil, Fetal e Morte Materna (Comai), com a parceria da Prefeitura de Pelotas, o evento terá palestras dos médicos César Victora, Renato Procianoy e Sérgio Martins Costa.
Considerado um dos indicadores do desenvolvimento humano, a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) revela sobre as condições de vida, assistência à saúde e grau de crescimento socioeconômico da população de um país. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam que o Brasil apresentou grandes avanços, nos últimos anos. Enquanto em 1990 era computada uma média de 46,9 mortos para cada 1.000 nascimentos, em 2006 este número caiu quase pela metade: 24,9 mortos para cada mil nascimentos.
Felizmente em Pelotas, os números são bem mais baixos. Conseguiu-se uma redução significativa da TMI de 20,5/1000 nascidos vivos em 2005 para 15,5/1000 nascidos vivos em 2006 e 12,3/1000 nascidos vivos em 2007. Esta redução ocorreu às custas do componente neonatal tardio e pós-neonatal, entretanto a taxa ainda é bastante elevada no período neonatal precoce em virtude da alta prevalência de prematuridade (em torno de 17%) e também problemas de atenção ao pré-natal e período perinatal.
A redução da mortalidade infantil é um grande desafio para profissionais de saúde, gestores e comunidade. Apesar de possuir no Município um quadro de profissionais qualificados, a TMI mantinha-se num patamar elevado há pelo menos duas décadas. A parceria entre Município, Estado e União – Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Estadual da Saúde, Hospital Universitário São Francisco de Paula da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), e Centro de Pesquisas Epidemiológicas e Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) foi a primeira estratégia utilizada para vencer o desafio. Hoje, estes profissionais reúnem-se mensalmente para discutir metas, estratégias e ações para redução do problema, usando como ferramenta a auditoria de óbitos.