Entidades debatem a criação do Museu da Cidade
Encontro realizado esta manhã (07), na Secretaria de Cultura, reuniu representantes de várias entidades que debateram a criação do Museu da Cidade, a ser instalado, se aprovado o projeto, no Casarão Seis da Praça Coronel Pedro Osório. “Estamos fazendo uma discussão democrática para que se escreva em conjunto o projeto de uso do espaço do museu, e que o Casarão possa contar a história da cidade”, adiantou o superintendente de Cultura da Secult, Mogar Xavier. Esta foi a primeira reunião do coletivo, antes disso foram realizados vários encontros com entidades individualmente. A partir de agora, serão feitas reuniões abertas à comunidade, sempre às terças-feiras, às 9h, na sede da Secult. Participaram deste encontro representantes do Museu do Charque, Clube Cultural Fica Ahi, Associação Rural, Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas (IHGPel), Museu da Baronesa, Memorial dos Prefeitos. Os museólogos, Rafael Zitske e Giovana Marcom, serão os âncoras do projeto de criação do Museu. Segundo Zitske, o cronograma prevê três etapas, sendo a primeira de reuniões para dar início à ocupação da casa, com folders, banners e uma mini exposição, além de uma pesquisa de público, que será questionado sobre o que gostaria de ver, e o que pensa sobre esta proposta. “A ideia é de que todos participem”, acrescenta ele. Na segunda etapa, acontecerão as definições de espaços de ocupação, e a terceira etapa - a parte mais burocrática-, com a formatação do regimento interno, o plano museológico e o decreto de criação. O projeto ainda tem que ser aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e pela Câmara de Vereadores. “Os Museus que existem de Pelotas são temáticos, não temos nenhum que reúna toda a história do município, e o que estamos propondo é a criação de um novo movimento para o centro histórico, com a exposição em um único lugar de acervos de todos estes museus, formando assim o Museu da Cidade”, afirma Xavier, O agente cultura enfatiza que, dessa forma, o município terá em um mesmo quarteirão o Museu do Doce no Casarão Oito, o Memorial Adail Bento Costa no Casarão Três, e o da Cidade no Casarão Seis, oportunizando aos turistas e à população a apresentação da história da cidade, contada por meio destes três pontos. Representando a Associação Rural, Darci Trilhotero lembrou que a sua entidade foi fundada em 1898, como Sociedade Agrícola e Pastoril do Rio Grande do Sul, abrangendo não só o município, e representando os interesses de pecuaristas e agricultores de todo o Estado. Também sediou aqui no município o 1º Congresso Agrícola do Estado, e um dos primeiros do País. Após, já como Associação Rural de Pelotas, teve sempre a sua frente figuras significativas na economia e na sociedade de Pelotas. “Tivemos uma história importante ligada ao desenvolvimento econômico e social do município”,reitera. Maria Roselaine Cunha Santos, representando o IHGPel, entidade que tem o objetivo de guardar e preservar a história da cidade e possui um grande acervo musicológico, de documentos, fotografias, biblioteca e hemeroteca, salientou a importância de compor este grupo, que vai fazer parte do museu. “O Clube Fica Ahi é um bem cultural de Pelotas, entidade social que há 90 anos conta a história dos negros que ajudaram a construir Pelotas, tem a satisfação de poder participar da abertura do Museu da Cidade”, avaliou o coordenador de Projetos do Clube, Rubinei Machado, acrescentando que será uma oportunidade de contar a história dos negros que a cidade ainda não conhece. Participaram também da reunião a representante do Museu do Charque, Daniela Pipper, do Memorial dos Prefeitos, João Vasques, presidente do Clube Fica Ahi, Raul Borges Ferreira, e do Museu da Baronesa, Annelise Montoni.