Equipamento localizado na Tablada não oferece riscos
Equipe do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SMS) esteve, na tarde de hoje (7), na Cohab Tablada, para examinar uma máquina odontológica de raio X que estava de posse de um reciclador. “Examinamos o equipamento e verificamos que não apresenta nenhum tipo de violação ou vazamento. Também conversamos, por telefone, com um físico da Secretaria Estadual de Saúde, que nos assegurou que a máquina, desde que esteja desligada, como era o caso, não oferece nenhum risco à saúde”, declarou Jussara Morales, coordenadora da Vigilância Sanitária.
Apenas por precaução, Miriam Büllow, enfermeira do departamento, acompanhou Jussara até a Tablada. Após a vistoria, o equipamento foi levado à Vigilância Sanitária pela Patrulha Ambiental (Patram), onde ficará até que seja definido seu destino. A coordenadora disse que será feito contato com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a fim de averiguar se a instituição tem interesse no aparelho.
Assim que teve conhecimento do caso, ontem, a Secretaria de Qualidade Ambiental entrou em contato com o escritório da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNC), de Porto Alegre. A pesquisadora titular, Ana Maria Xavier, enviou, no início da tarde de hoje, ao secretário Mateus Lopes, um e-mail explicando que os aparelhos de raios-x não possuem material radioativo a eles incorporado. Segundo o parecer, os raios-X são gerados dentro de uma ampola de vidro selada a vácuo, existente no interior do aparelho, pela passagem de corrente elétrica. Os elétrons disponíveis pelo aquecimento de um filamento são acelerados quando é estabelecida uma alta diferença de potencial e, ao colidirem com um alvo de metal pesado, normalmente tungstênio, produzem os raios-X.
O laudo explica, ainda, que alguns aparelhos de raios-X possuem, no seu interior, um líquido de refrigeração que pode ser tóxico (ascarel, por exemplo), por isso é preciso cuidado na hora de desmontá-lo e ter especial atenção com a ampola, por ser de vidro sob vácuo. O restante do material, pode ser descartado como sucata metálica.
Por uma questão de segurança, desde ontem, até a chegada dos técnicos ao local, o equipamento de raio X havia permanecido isolado pela Patram. Antes de ser descartado, o aparelho estava em um consultório médico. Valdecir Maia, de 43 anos, que trabalha com coleta de materiais recicláveis, guardava o aparelho em sua casa há várias semanas, sem saber o que fazer com ele, mas decidiu entrar em contado com a Guarda Municipal depois de seu cunhado cogitou que poderia ser perigoso.