Equipamento localizado na Tablada não oferece riscos

Por Divulgação 07-01-2010 | 00:00:00
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Equipe do Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SMS) esteve, na tarde de hoje (7), na Cohab Tablada, para examinar uma máquina odontológica de raio X que estava de posse de um reciclador. “Examinamos o equipamento e verificamos que não apresenta nenhum tipo de violação ou vazamento. Também conversamos, por telefone, com um físico da Secretaria Estadual de Saúde, que nos assegurou que a máquina, desde que esteja desligada, como era o caso, não oferece nenhum risco à saúde”, declarou Jussara Morales, coordenadora da Vigilância Sanitária.

Apenas por precaução, Miriam Büllow, enfermeira do departamento, acompanhou Jussara até a Tablada. Após a vistoria, o equipamento foi levado à Vigilância Sanitária pela Patrulha Ambiental (Patram), onde ficará até que seja definido seu destino. A coordenadora disse que será feito contato com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a fim de averiguar se a instituição tem interesse no aparelho.

Assim que teve conhecimento do caso, ontem, a Secretaria de Qualidade Ambiental entrou em contato com o escritório da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNC), de Porto Alegre. A pesquisadora titular, Ana Maria Xavier, enviou, no início da tarde de hoje, ao secretário Mateus Lopes, um e-mail explicando que os aparelhos de raios-x não possuem material radioativo a eles incorporado. Segundo o parecer, os raios-X são gerados dentro de uma ampola de vidro selada a vácuo, existente no interior do aparelho, pela passagem de corrente elétrica. Os elétrons disponíveis pelo aquecimento de um filamento são acelerados quando é estabelecida uma alta diferença de potencial e, ao colidirem com um alvo de metal pesado, normalmente tungstênio, produzem os raios-X.

O laudo explica, ainda, que alguns aparelhos de raios-X possuem, no seu interior, um líquido de refrigeração que pode ser tóxico (ascarel, por exemplo), por isso é preciso cuidado na hora de desmontá-lo e ter especial atenção com a ampola, por ser de vidro sob vácuo. O restante do material, pode ser descartado como sucata metálica.

Por uma questão de segurança, desde ontem, até a chegada dos técnicos ao local, o equipamento de raio X havia permanecido isolado pela Patram. Antes de ser descartado, o aparelho estava em um consultório médico. Valdecir Maia, de 43 anos, que trabalha com coleta de materiais recicláveis, guardava o aparelho em sua casa há várias semanas, sem saber o que fazer com ele, mas decidiu entrar em contado com a Guarda Municipal depois de seu cunhado cogitou que poderia ser perigoso.

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