Estudantes africanos da UFPel visitam escolas da rede municipal
A Escola Dr. Alcides de Mendonça Lima recebeu o projeto "Vivências Africanas nas Escolas da Rede Municipal de Ensino de Pelotas”
Nesta sexta-feira (21), a Escola de Ensino Fundamental Dr. Alcides de Mendonça Lima recebeu o projeto "Vivências Africanas nas Escolas da Rede Municipal de Ensino de Pelotas”, coordenado pela professora Dra. Célia Dias (UFPel). Estudantes do 5º ano tiveram a oportunidade de aprender e conversar com três estudantes angolanos e dois moçambicanos sobre o continente africano, estereótipos, diferenças culturais e curiosidades a respeito de cada um dos países representados. O projeto é construído com o apoio da Universidade Federal de Pelotas, Secretaria de Igualdade Racial (SMIR), Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM) e da Assessoria em Educação para as Relações Étnico Raciais (ERER).
O projeto pode contribuir para a comunidade escolar ao ampliar conhecimentos sobre a diversidade histórica, cultural, social e territorial do continente africano, valorizando as narrativas e os saberes produzidos pelos próprios sujeitos africanos”, relata a assessora pedagógica do ERER, Fernanda Silveira. “A iniciativa favorece a desconstrução de estereótipos, o enfrentamento ao racismo e a construção de práticas pedagógicas comprometidas com uma educação antirracista. Além disso, possibilita ampliar os repertórios de estudantes e profissionais da educação, fortalecendo o respeito à diversidade e o reconhecimento da África como espaço plural de produção de conhecimentos, culturas e histórias”, finaliza.
Segundo o diretor da Secretaria Municipal de Igualdade Racial (SMIR), Daniel Amaro, o projeto é o exercício de um compromisso nacional. “Porque nós temos a Lei 10.639/2003 (que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas). Com a transversalidade entre as secretarias , estamos conseguindo implantar essa lei dentro das escolas públicas do município para além da data de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. É necessário abordar a história e a cultura afro-brasileira durante todo o ano para então ser possível celebrar durante o mês de novembro”.
Como Angola e Moçambique também são países lusófonos, a comunicação em diferentes variantes da língua portuguesa trouxe mais um elemento de troca para a conversa. Para a angolana e pós-graduanda em Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPel), Yolanda Mamissa Afonso, a experiência foi gratificante. “Gostei da dinâmica que os alunos tiveram, porque falar de África não é fácil. Esperamos que essa atividade não pare por aqui”, relata. Os escolas da rede municipal vão receber o projeto ainda neste segundo semestre de 2026.