Estudantes do Município apresentam experiências científicas em Mostra na Smed
Prefeitura equipou os clubes de computação criativa com dispositivos para aprimorar a confecção de robôs
Sensor de chuva, árvore de LED, aranha-robô… Estas e outras experiências científicas elaboradas por estudantes da rede municipal foram apresentadas, nesta quarta-feira (27), em uma mostra de trabalhos realizada na sede da Secretaria de Educação e Desporto (Smed). Na ocasião, a Prefeitura também entregou complementos de robótica às sete escolas que mantêm os Clubes de Computação Criativa.
Por meio do projeto do Município – em parceria com a UFPel e a Rede Brasileira de Aprendizagem – dezenas de crianças e adolescentes vivem este universo desde 2015, em aulas de programação e eletrônica, que estimulam habilidades como raciocínio lógico, curiosidade e capacidade de resolver desafios.
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Os materiais entregues complementam os 80 kits de microbits – o “coração do robô” – destinados aos educandários no Robopel 207 – evento que reuniu cerca 1,8 mil alunos de escolas públicas e privadas. Agora, com os equipamentos de bluetooth, os jovens cientistas poderão fazer a comunicação entre o que programam no computador e o robô que criaram. As alunas da Emef Nestor Elizeu Crochemore, na Colônia Quilombo (7º distrito), Luiza Eduarda, Jordana e Kolline, de 10 e 11 anos, explicavam para os visitantes as funcionalidades da sua experiência: uma árvore de natal de LED construída com placas de arduino e material reciclado.
Luiza Eduarda, Jordana e Kolline, da Emef Crochemore, na zona rural, elaboraram uma árvore de natal de LED, com placa de arduino - Fotos: Gustavo Vara
A eletrônica e a robótica, no âmbito da aprendizagem criativa, conseguem desenvolver o conhecimento multidisciplinar ao usar os recursos tecnológicos. É o terceiro ano das meninas no clube e elas já avançaram muito neste conhecimento específico e na busca por novos conhecimentos”, afirmou o professor Neemias Steinle.
Sensor de chuva
O meio rural – realidade dos alunos que estudam na colônia – também é considerado na idealização dos projetos científicos. No clube da Emef Wilson Muller, na Colônia Triunfo (4º distrito), um sensor de chuva foi elaborado pelo grupo, formado por estudantes de 6º ao 9º ano. Também confeccionado a partir de placas de arduino, o aparelho consegue mostrar, em gráfico, a intensidade da precipitação. Ricardo, estudante de 13 anos, é quem estava encarregado de detalhar o processamento de informações.
“O clube existe há três anos na escola e faz com a curiosidade e criatividade dos alunos sejam aguçadas, além de prepará-los para lidar com obstáculos”, comentou a professora Daniela David, que salienta a ideia de levar temáticas relacionadas com o campo para dentro do projeto.
Alunos da Emef Wilson Muller apresentam o sensor de chuva construído no clube - Fotos: Gustavo Vara
Novidade na rede municipal
Os equipamentos (microbites e bluetooh) são uma novidade na rede municipal e beneficiarão cerca de 80 crianças e jovens participantes dos clubes. Com o aporte de R$ 17 mil da Prefeitura, as ferramentas representam um investimento na aprendizagem criativa dos estudantes, que podem desenvolver novos projetos e aprender, na prática, com o que há de mais moderno na robótica.
“A ideia é que as escolas municipais tenham a mesma oportunidade que as grandes escolas do Brasil proporcionam. Por isso o Município incentiva a participação dos nossos alunos em festivais e eventos de robótica fora da cidade: para que aprimorem o conhecimento e interajam com outros cientistas”, disse o secretário de Educação e Desporto (Smed), Artur Corrêa.
Onde os clubes são realizados?
Nas escolas Wilson Muller, Nestor Crochemore, Dona Maria Joaquina e Waldemar Denzer, na zona rural; e também no Colégio Pelotense, Luiz Augusto de Assumpção (Laranjal) e Mário Meneghetti, no Getúlio Vargas — a primeira do Município a ter turno integral.
Quem são os responsáveis?
Os Clubes de Computação Criativa são coordenados pela Smed, pelo grupo de ensino, pesquisa e extensão Comunicação, Cultura e Tecnologias, vinculado à Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e pelo Núcleo Pelotas da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa. Tanto a UFPel quanto a Rede dão suporte ao desenvolvimento do conteúdo e ao aprofundamento dos conceitos nas escolas.