Evoluem as tratativas de fomento à avicultura livre de gaiolas
Grupo, que organiza a formação da nova rede, realiza nova rodada de debates e já define pauta do próximo encontro
A formação de uma rede avícola para postura de ovos com galinhas criadas fora de gaiolas, na zona rural de Pelotas, ganha novo impulso. Grupo composto por instituições e órgãos públicos e privados, com a participação de produtores, realizou mais uma rodada de debates sobre questões indispensáveis à construção e à evolução da rede de fomento à produção e à comercialização do sistema de avicultura proposto. Também já está definida a pauta para o próximo encontro.
Novo sistema resulta em postura de ovos de qualidade e preserva bons-tratos aos animais – Fotos: Divulgação/SDR
A Prefeitura faz parte do grupo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), somada à Emater, ao Sebrae, à Embrapa, à Universidade Federal de Pelotas (UFPel – Curso de Mestrado em Desenvolvimento Territorial e Sistemas Agroindustriais, e Faculdade de Medicina Veterinária), ao Sicredi, ao Fundo Soberano da Noruega e a produtores rurais.
Entre os temas discutidos em reuniões, destacou-se o trabalho em relação a tecnologias sustentáveis e, futuramente, quanto à idealização de um “selo” de reconhecimento para os produtos da rede avícola diferenciada. Também foi aprofundada a sugestão de oferecimento de curso de orientação a produtores sobre os passos do empreendimento avícola “cage free” (livre de gaiola). O sistema é conhecido e adotado em outros países, pois atende ao bem-estar animal e resulta em ovos de qualidade. A fiscalização também foi comentada, assim como a criação de garantia sanitária – necessária para assegurar a produção e a comercialização.
Pautas futuras
A equipe definiu assuntos que entrarão em pauta na agenda a ser formada em breve. Entre as abordagens, a regularização dos criatórios; redução de gargalos de fiscalização; identificação dos produtores de ovos que participam de feiras na cidade; identificação de metas e objetivos geral e específicos de produtores; determinação do escopo de ações da rede; e simultaneidade das ações desenvolvidas pela rede, tais como divulgação, leis, cooperativas, fiscalização, cursos e outros.