Excesso de dias de chuva prejudica cronograma de obras em Pelotas
A excessiva quantidade de dias chuvosos em Pelotas desde março tem prejudicado o cronograma de obras da Prefeitura, segundo avaliação do coordenador da Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP), Jair Seidel. De acordo com os boletins climatológicos mensais da Embrapa, em março foram 11 dias de chuva, em abril 14 dias, maio, 17 dias, 10 dias em junho e 13 dias em julho. Em agosto foram pelo menos 15 dias de chuva, embora o boletim do período ainda não esteja disponibilizado. “Em seis meses, dos quais tivemos por volta de 165 dias úteis, foram perdidos não menos de 80 dias de trabalho – praticamente a metade - em função dos dias chuvosos”, diz Seidel. Em virtude da instabilidade do clima e da necessidade de, em muitos casos, ter que esperar secar para retomar o trabalho, obras diversas, como em escolas, operações de recuperação de pavimentação em ruas e avenidas, patrolamento e até mesmo novas obras de pavimentação e de construção de casas, enfrentam problemas, reforça o coordenador da UGP. Ele explica que muitas empresas contratadas por licitação para realizar obras no Município estão solicitando aditamento ao contrato original, solicitando a prorrogação do prazo para a conclusão do trabalho. “A exemplo do que ocorre em obras da iniciativa privada e até mesmo em pequenas intervenções em residências, afetadas em conseqüência da chuva e da umidade, grande parte das ações da Prefeitura, dessas que dependem do tempo seco, está mais lenta do que o esperado”, lamenta Seidel. A Prefeitura, além de obras em escolas, está com pelo menos uma dezena de novas ações. Entre elas se destacam a duplicação da avenida Ferreira Viana, a recuperação do Mercado Central, do Grande Hotel, Casarão nº 6, caixa d’água histórica da praça Piratinino de Almeida, construção do centro de beneficiamento de frutas na zona rural, pavimentação de ruas, como a Frontino Vieira, e a ampliação da rede de esgoto no Laranjal. “O andamento dessas e outras obras sofrem com o clima, mas nesse particular o que mais tem preocupado o prefeito Adolfo Antonio Fetter é a recuperação de buracos de ruas e avenidas, por exemplo, extremamente prejudicada por causa da chuva”, salienta Seidel. O coordenador da UGP destaca que a expectativa do prefeito é a de que o clima melhore e ofereça as condições normais para o desenvolvimento das obras e dos serviços públicos. “Vamos esperar e torcer para que a primavera nos traga dias melhores”, conclui.