Executivo e Simp discutem propostas

Por Divulgação 25-05-2011 | 00:00:00
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Representantes do Executivo receberam lideranças do Sindicato dos Municipários de Pelotas (Simp), na manhã desta quarta-feira (25), no Paço Municipal, para dar seguimento às negociações salariais. A reunião teve o objetivo de esclarecer dúvidas que, por ventura, ainda pudessem haver acerca da resposta encaminhada ao sindicato representativo, referente à pauta de reivindicações encaminhada à Prefeitura. Inicialmente, Abel Dourado, chefe do gabinete do prefeito Adolfo Antonio Fetter, frisou aos sindicalistas que a resposta às reivindicações com a proposta da Prefeitura à categoria foi enviada por escrito, assim como havia sido recebida a proposta da categoria, ou seja, também por escrito. O presidente do Simp, Duglas Bessa, alegou que a proposta do Executivo não havia sido rejeitada pelo sindicato, mas que foi colocada em votação a manutenção da negociação, reiterando que, realmente, a proposta não foi à votação. Dourado, acompanhado pelo procurador geral do Município, Luiz Eduardo Longaray, e pelo secretário de Administração, José Julio Caruccio, sustentou a proposta apresentada à categoria acerca do reajuste salarial, que assegura a reposição integral da inflação (6,30%) e aumento do valor do vale-alimentação em 10%, passando para R$ 110,00. Os representantes do Executivo reforçaram o esclarecido no documento sobre o reajuste salarial, frisando que o somatório dos 6,30%, relativo ao INPC, com o vale-alimentação, que passa para R$ 110,00, e mais a antecipação do salário mínimo, nos meses de janeiro e fevereiro, reflete em um acumulado equivalente a 9,5%, nos casos dos salários menores. “A Administração está passando por mais um momento extremamente delicado, financeiramente. Esta é a proposta limite que se tem a oferecer, no momento. Não se vislumbra, ao menos agora, a menor perspectiva de aumentar qualquer destes valores. Se pudéssemos, é claro que contemplaríamos os servidores com um aumento maior, tanto salarial quanto no vale-alimentação, mas vale lembrar que o vale-alimentação foi implantado por este governo”, afirmou Dourado. Todos os 17 itens da pauta, inclusive da chamada “pauta permanente”, foram apreciados, e, conforme reiterou Dourado, o momento, em especial, é de debates sobre salários, destacando que, em virtude do prazo de discussão da data-base do dissídio salarial, que se esgota na próxima terça-feira (31), o Executivo encaminhará à Câmara de Vereadores a proposta. De qualquer forma, as demais reivindicações foram temas de discussões amplas. O Executivo destacou que estará aberto para o diálogo ao longo do ano e que, com a Reforma Admnistrativa, se priorizou a criação de uma secretaria exclusiva de Administração - antes era Administração e Finanças -, para que atue, justamente, como interlocutora destas tratativas. Sobre a implantação do Piso do Magistério, o Executivo informou aos sindicalistas que o Município está mais avançado nas negociações que o Governo do Estado, esclarecendo que o piso nacional do magistério será pago escalonado e que, sendo assim, os professores que cumprem 40 horas semanais deverão passar a receber R$ 1.009,00 e que o cálculo de vantagens incidirá sobre este valor. Quanto ao Plano de Cargos e Salários, pleito antigo da categoria, foi assinalado que a Administração é ciente de sua importância e que o processo está em andamento, mas salientou que sua elaboração deve ser criteriosa, para que haja ordenamento e para que dê perspectiva de crescimento ao funcionário. “Pois se assim não for feito, não há sentido”, disse Dourado. Para tanto, frisou Caruccio, foi contratada uma assessoria técnica especializada para elaboração de um estudo. Ele enfatizou, ainda, que servidores e representantes da categoria serão chamados para apresentar suas considerações acerca do mesmo. O grupo do Executivo, quando questionado pelos sindicalistas sobre a possibilidade dos servidores que participam de paralisações terem o ponto cortado, respondeu que, em virtude da população estar sendo prejudicada por tais paralisações, no caso de continuidade destas, a Administração pretende, sim, descontar os dias parados. E mais, lembrou aos representantes dos servidores que, ao realizarem paralisações, como a desta semana, que ocorreu na segunda e terça-feira, também são contabilizados como dias parados o sábado e o domingo. “Hoje recebi a informação de que haveria escolas fechadas ainda nesta quarta-feira (25). Encaminhei ofício às secretarias para que detalhem a situação em cada órgão”, expôs Dourado.

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