Facilitadores da Justiça Restaurativa atuam pela cultura da paz
Cerca de 40 pessoas participaram da reunião mensal do grupo de Justiça Restaurativa em Pelotas nesta terça-feira (4), no Fórum de Pelotas. O trabalho dos facilitadores do diálogo está incluído no eixo de Prevenção do Pacto Pelotas Pela Paz, que convida toda a sociedade a buscar uma cultura da paz. Agentes de Saúde, Educação e Assistência Social, além de voluntários do Direito e outros cursos, passaram por capacitação pelo Poder Judiciário, e agora atuam em condomínios populares e escolas. De acordo com o instrutor Henrique Souza e Silva, os círculos estabelecem o diálogo através de valores como a escuta, a comunicação não violenta e a responsabilidade mútua no convívio social. “Trabalhamos como facilitadores do diálogo e dos vínculos entre vizinhos, dos moradores dos condomínios com o restante da sociedade, dos alunos com os professores, da comunidade como um todo”, explicou. No encontro mensal, o grupo faz técnicas de relaxamento, supervisiona os trabalhos e traça novas metas. “A gente aprende que não cabe julgamento prévio nos casos, e sim ouvir e mostrar-se presente”, contou a orientadora educacional Joliane Azambuja. “A Justiça Restaurativa é uma das ações mais importantes do Pacto, pois fortalece o movimento da construção da cultura da paz”, falou o diretor do Fórum de Pelotas, Marcelo Malizia Cabral. Justiça Restaurativa A Justiça Restaurativa foi inserida em Pelotas em 2013, quando a professora internacional Kay Pranis ministrou curso sobre círculos restaurativos. Através do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Comarca de Pelotas, os envolvidos no conflito (vítima, ofensor, familiares, comunidade) se expressam e participam na construção de ações concretas que possibilitam prevenir a violência e lidar com as suas implicações. Nos casos penais, a punibilidade da lei não é dispensada. Porém, no âmbito dos círculos restaurativos, a vítima e o ofensor podem expressar sua responsabilidade e de como reparar os erros.