Quase um terço dos menores sob tutela do Estado, no município, estão inseridos no programa

Família Acolhedora possibilitou fechar dois abrigos

Quase um terço dos menores sob tutela do Estado, no município, estão inseridos no programa

Por Autor desconhecido 26-07-2018 | 12:04:32
Tags: adoção , abrigos municipais , crianças , adolescentes , família acolhedora

      Em pouco mais de um ano e cinco meses de trabalho, o programa Família Acolhedora conta com 26 menores incluídos, o que representa quase um terço dos jovens sob a tutela do Estado, em Pelotas. Neste período, dois abrigos municipais puderam ser fechados.

      São responsáveis, por 21 crianças e cinco adolescentes, 16 famílias, e outras duas aguardam avaliação para ingressar no projeto da Secretaria de Assistência Social (SAS), em parceria com o Juizado da Infância e Juventude, Ministério Público e Conselho Tutelar. 

Guarda provisória é concedida para acolher crianças, adolescentes ou grupos de irmãos — Foto: Gustavo Mansur/Arquivo

      A família de acolhimento tem a função de representar a continuidade da convivência em um núcleo familiar, estimulando a sociabilidade e o cuidado. O reflexo do fechamento de dois abrigos é, ainda, bom para o Município, enfatiza o secretário de Assistência Social, Luiz Eduardo Longaray.

Além de promover esses vínculos, o Família Acolhedora possibilitou a redução de gastos com aluguel, alimentação, transporte, entre outros”, disse Longaray.

      O perfil dos participantes é diverso: mulheres solteiras, casais com filhos, idosos. A grande dificuldade, no entanto, é a alocação de irmãos, pois a maioria não se interessa - ou não tem estrutura - para abrigar mais de uma pessoa. Adolescentes são os que têm menor aceitação, explica a coordenadora do programa, Mariângela Sposito.

A diferença é gritante. Eles recebem atendimento individualizado, acompanhamento escolar, amor, carinho. A família se torna a referência”, analisa Mariângela.

      Os laços criados ultrapassam as decisões judiciais. Já são dois os casos em que, ao completar 18 anos, os adolescentes continuaram a conviver no núcleo familiar, que tem apoiado a procura por emprego e oferecido todo suporte na maioridade.

Para participar

      A Família Acolhedora abriga, por um período de até dois anos – passível de renovação –, crianças, adolescentes ou grupos de irmãos em situação de risco. A guarda dispõe de caráter provisório e a manutenção está vinculada à permanência no programa.

      Os responsáveis recebem um salário mínimo por mês, por criança acolhida, e os critérios de participação incluem idade superior a 21 anos, idoneidade moral, não possuir membros da família que façam uso de drogas, não ter intenção de adotar, e residir em Pelotas. O cadastro e entrevista inicial dos interessados ocorrem no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) II, na rua Doutor Cassiano, 152. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (53) 3278-0572. 

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