Família Acolhedora possibilitou fechar dois abrigos
Quase um terço dos menores sob tutela do Estado, no município, estão inseridos no programa
Em pouco mais de um ano e cinco meses de trabalho, o programa Família Acolhedora conta com 26 menores incluídos, o que representa quase um terço dos jovens sob a tutela do Estado, em Pelotas. Neste período, dois abrigos municipais puderam ser fechados.
São responsáveis, por 21 crianças e cinco adolescentes, 16 famílias, e outras duas aguardam avaliação para ingressar no projeto da Secretaria de Assistência Social (SAS), em parceria com o Juizado da Infância e Juventude, Ministério Público e Conselho Tutelar.
Guarda provisória é concedida para acolher crianças, adolescentes ou grupos de irmãos — Foto: Gustavo Mansur/Arquivo
A família de acolhimento tem a função de representar a continuidade da convivência em um núcleo familiar, estimulando a sociabilidade e o cuidado. O reflexo do fechamento de dois abrigos é, ainda, bom para o Município, enfatiza o secretário de Assistência Social, Luiz Eduardo Longaray.
Além de promover esses vínculos, o Família Acolhedora possibilitou a redução de gastos com aluguel, alimentação, transporte, entre outros”, disse Longaray.
O perfil dos participantes é diverso: mulheres solteiras, casais com filhos, idosos. A grande dificuldade, no entanto, é a alocação de irmãos, pois a maioria não se interessa - ou não tem estrutura - para abrigar mais de uma pessoa. Adolescentes são os que têm menor aceitação, explica a coordenadora do programa, Mariângela Sposito.
A diferença é gritante. Eles recebem atendimento individualizado, acompanhamento escolar, amor, carinho. A família se torna a referência”, analisa Mariângela.
Os laços criados ultrapassam as decisões judiciais. Já são dois os casos em que, ao completar 18 anos, os adolescentes continuaram a conviver no núcleo familiar, que tem apoiado a procura por emprego e oferecido todo suporte na maioridade.
Para participar
A Família Acolhedora abriga, por um período de até dois anos – passível de renovação –, crianças, adolescentes ou grupos de irmãos em situação de risco. A guarda dispõe de caráter provisório e a manutenção está vinculada à permanência no programa.
Os responsáveis recebem um salário mínimo por mês, por criança acolhida, e os critérios de participação incluem idade superior a 21 anos, idoneidade moral, não possuir membros da família que façam uso de drogas, não ter intenção de adotar, e residir em Pelotas. O cadastro e entrevista inicial dos interessados ocorrem no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) II, na rua Doutor Cassiano, 152. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (53) 3278-0572.